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A subversão de valores

Cada vez mais os valores parecem trocados.

Vivemos num contexto social em que se idolatram pessoas de baixo nível intelectual e cultural porque aparecem na TV. O desejo de fama, como se esta fosse uma espécie de solução milagrosa, é tal que até se diz que o pai é assassíno e violador para se tentar pertencer à crew de estupidez, de mau gosto e de “má vida”.  Falo a uma distância bem segura, da casa dos segredos pouco conheço, e ainda bem! Cada vez que vejo ou ouço 30 segundos, sinto a minha inteligência a ser sugada pela box.

Os portugueses, para além de gostarem de palermice por definição, por vezes entram na tentação de se resumirem ao marasmo da “vidinha e saudinha”. Todos os dias são bons, se puderem passar o dia a reclamar, a dizer mal e arranjar desculpas para estarem mal-dispostos. Ou é a troika, ou a crise ou o FMI ou o Passos Coelho  (porque o Sócrates é que era bom) ou é porque chove, ou porque está Sol ou porque está frio, mas o calor é insuportável. Já é tempo de parar a perda de tempo.

Gosto muito de ver os movimentos Zeitgeist, Occupy e etc. Simplesmente, porque provam que há pessoas com muito tempo disponível. Querem mudar o mundo, e há que os louvar (só consegue mudar o mundo quem acredita que consegue). Porém, não vejo serem apresentadas soluções práticas ou praticáveis a curto prazo, pelo menos enquanto os verdadeiros poderes não estiverem ao alcance das soberanias. Acho que fazem muito bem ocupar lugares, gritarem e terem tambores e tal, espero que sejam fieis ao que proclamam e abdiquem de subsidios de desemprego e subsídios de inserção e quiçá salários, é um pouco falta de educação cuspir na mão que lhes dá de comer e dá guito para os tambores.

Como nota final, será que a Assunção Cristas voltou a mandar os funcionários trazer gravata? Se calhar já está mais fresquinho e já se justifica.

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Popota, mais um produto da troika (ou do porreirismo…

Com o passar dos anos fomos habituados a ter músicas de Natal, muito antes do Natal. Este ano, a primeira vítima da troika, parece ter sido a Leopoldina! Ficou só a Popota, uma espécie de concorrente do Peso Pesado da SIC, mas com uns retoques para obesos serem sexys e fazer concorrência às outras pegas da Casa dos Segredos da TVI. Read more “Popota, mais um produto da troika (ou do porreirismo nacional?)”

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Porque é estranho – que haja quem estranhe a…

“Nós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa – citam-se ao par a Grécia e Portugal. Somente, nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte.

(Eça de Queirós e Ramalho Ortigão, 1872)  in As farpas.”

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