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Bem-estar

Lista de tarefas para as férias de verão

Deste lado do mundo começaram as férias escolares que vão durar quase todo o verão. Ai, que belos tempos! É, pois, tempo de fazer tudo ou de não fazer nada, porque tempo é coisa que, em princípio, não vai faltar!

A pensar nesta época especial, um professor italiano presenteou recentemente os seus alunos com uma lista de tarefas a fazer durante o verão. Isto não parece nada bom, mas começando a ler essa lista depressa se percebe a sua importância e profundidade a tal ponto que a internet se encarregou de a tornar viral, como agora acontece e se diz no espaço virtual, graças a um número louco de “Gosto” e de partilhas.

Numa tradução livre e pilhada do ciberespaço aqui fica, na esperança de que possa de alguma forma servir de inspiração a quem a lê:

1. Pela manhã, caminha pela praia em total solidão, presta atenção ao reflexo do sol na água, pensa no que mais gostas na vida e sente-te feliz.

2. Tenta usar todos os novos termos aprendidos este ano: quanto mais coisas dizes, mais coisas podes imaginar e quanto mais coisas podes imaginar, mais livre te sentirás.

3. Lê tudo o que puderes. Mas não porque tens que fazê-lo. Lê porque o verão inspira sonhos e aventuras e lendo sentir-te-ás como as andorinhas a voar. Lê porque é a melhor forma de rebelião que tens (se quiseres uma sugestão de leitura, pergunta-me).

4. Evita todas as coisas, situações e pessoas que te influenciam negativamente e te fazem sentir vazio: busca as situações desafiadoras e a boa companhia dos amigos que te enriquecem, que te entendem e que te apreciam pelo que és.

5. Se te sentires triste ou com medo, não te preocupes: o verão, como todas as coisas maravilhosas, coloca a alma em tumulto. Tenta escrever um diário onde traduzas os teus sentimentos em palavras (em setembro, se te apetecer, podemos lê-lo juntos).

6. Dança sem vergonha. Na pista de dança ou em casa. O verão é uma dança e seria tolice não participares dela.

7. Ao menos uma vez, vai assistir ao amanhecer de um novo dia. Permanece em silêncio e respira. Fecha os olhos e sente-te agradecido.

8. Faz muito desporto.

9. Se encontrares uma pessoa que te encante, diz-lhe com toda a sinceridade e graça que és capaz. Pouco importa se ele/ela vai perceber ou não. Se não perceber, é porque ele/ela não era o teu destino. Caso contrário, o verão de 2015 será a grande oportunidade de caminharem juntos (se isso der errado, volta ao passo 8).

10. Sobre as anotações das nossas aulas: para cada autor e cada conceito, faz perguntas a ti mesmo e reflete sobre o que desperta em ti.

11. Sê alegre como o sol e indomável como o mar.

12. Não digas palavras rudes e sê sempre educado e amável.

13. Vê filmes com diálogos pungentes (preferencialmente em inglês) para melhorar as tuas habilidades linguísticas e a tua capacidade de sonhar. Não deixes que o filme se acabe com os créditos: revive-o enquanto dura o verão.

14. Nos dias ensolarados ou nas noites quentes, sonha como pode e deve ser a tua vida. Enquanto durar o verão, reúne toda a força que necessites para não renunciar a isso que queres e faz todo o possível para perseguir este sonho.

15. Sê bom.

Sorte destes alunos que podem privar com um professor tão talentoso!

Se precisarem de mais ideias e inspiração, podem encontrá-las facilmente no filme «Clube dos Poetas Mortos», protagonizado por Robin Williamns, o eterno professor Keating. Aqui fica um cheirinho.

Curiosidades

O raio dos putos! – Parte III

Quando pensamos em invenções vem-nos à cabeça a imagem de adultos de bata branca com o cabelo desgrenhado. Acontece que por vezes também as crianças ou adolescentes nos surpreendem com a sua capacidade de inventar e de mudar o mundo. Depois de dar a conhecer alguns ilustres desconhecidos contemporâneos em dois artigos anteriores (Parte I e Parte II), vamos agora dar uma olhadela em inventores de outros tempos que ficaram na história e a quem muito devemos hoje em dia.

Antoine van Leeuwenhoek inventou o microscópio quando tinha 16 anos. Estávamos no século XVII e este holandês trabalhava como aprendiz de alfaiate, mas isto não o impediu de inventar aquilo que se tornaria na primeira lente de microscópio, modificando simplesmente as características técnicas de uma lupa. O microscópio utilizado por Leeuwenhoek para as suas descobertas era constituído por uma lente biconvexa e tinha a capacidade de aumentar a imagem cerca de 200 vezes. A ele é atribuída a descoberta dos microorganismos.

Anthonie van Leeuwenhoek (1632-1723). Natuurkundige te Delft

 

Estávamos no século XVII quando um jovem francês de 16 anos inventou a calculadora mecânica. Blaise Pascal, de seu nome, dedicou três anos da sua vida a esta máquina a que chamou Pascaline. Este inventor haveria ainda de ter enorme influência, entre outras áreas, na Física e na Matemática.

Blaise Pascal

 

Louis Braille ficou cego com apenas três anos, estávamos no início do século XIX. No entanto, não este francês não permitiu que a perda de visão o impedisse de alcançar os seus sonhos e pelo meio inventou o alfabeto braille quando tinha 15 anos. É ainda hoje uma das mais famosas invenções de sempre.

Louis Braille

 

Samuel Colt era um jovem de 15 anos que estudava numa escola em regime de internato, durante a primeira metade do século XIX. Não era muito popular, nem tinha amigos e para piorar só tinha más notas. Como queria dar a volta à situação e ser popular, Samuel começou a brincar com explosivos para fogo-de-artifício e arranjou maneira de encher balas com pólvora e dispará-las depois através de um cilindro rotativo que em inglês se chama «revolver». Pronto, estava inventado o revólver!

Samuel Colt

 

Como acontecia com muitos miúdos americanos do final do século XIX, Chester Greenwood ficou com as orelhas geladas enquanto patinava no gelo num dia muito frio. Apesar de ter atado um cachecol à cabeça para tapar as orelhas Chester não gostou totalmente desta solução e procurou uma outra mais eficaz. Fez uma estrutura de arame e pediu à avó que cosesse a essa estrutura duas pequenas almofadas de pele de castor. Assim nasceu o primeiro protetor de orelhas do mundo, quando Chester tinha apenas 15 anos.

Chester Greenwood patent

 

Frank Epperson inventou o gelado de gelo aos 11 anos um pouco por acaso. Numa noite invernosa de 1905, em São Francisco, Frank esqueceu-se no alpendre de um copo de sumo (mistura de pó tónico com água) com uma colher lá dentro. Graças às baixas temperaturas, pela manhã reparou que o sumo do copo estava congelado e nascia assim o primeiro gelado com pauzinho.

Frank Epperson

 

George Nissen inventou o trampolim quando tinha apenas 16 anos. Ao ver os trapezistas no final das suas exibições que se lançavam para uma rede de segurança, George pensou que seria muito mais divertido se eles pudessem continuar a saltar. A sua invenção resumia-se a uma estrutura de metal com uma lona bem esticada.

George Nissen

 

Nascido no Canadá, Joseph-Armand Bombardier inventou a mota de neve quando tinha 15 anos. Num dos invernos que passava rodeado de muita neve decidiu montar o motor de um velho Ford T sobre uma estrutura metálica assente em dois pares de esquis. Assim nasceu a mota de neve que viria a ser muito importante na altura da Segunda Grande Guerra.

Joseph-Armand Bombardier

Às vezes não damos muito crédito nem muita atenção às ideias dos mais pequenos, mas eles têm uma enorme capacidade de nos surpreender. Raio dos putos!

Curiosidades

Bilderberg – 2014

Começou no Hotel Marriott de Copenhaga, na Dinamarca, uma nova edição das reuniões mais exclusivas e secretas. O grupo Bilderberg faz a sua reunião anual tendo na agenda questões como a crise na Ucrânia, o clima anti União Europeia que é transversal um pouco por toda a Europa e um novo acordo comercial transatlântico. Já aqui falámos neste tipo de eventos, mas nunca é de mais voltar ao tema da teoria da conspiração. Coincidência ou não, o partido dinamarquês de extrema-direita conseguiu um grande resultado nas últimas eleições europeias, tendo mesmo duplicado o número de deputados que tinha até agora.

O grupo Bilderberg nega quaisquer ilicitudes e secretismo sobre a sua atividade, mas a verdade é que cria um verdadeiro cenário de filme. Segurança apertada, atiradores em telhados de edifícios, veículos com vidros escurecidos…

Na conferência deste ano estão presentes 140 participantes de 22 países, entre os quais Francisco Pinto Balsemão, responsável pelos convites aos portugueses, o Ministro da Saúde e uma deputada do Parlamento português, assinalados a negro na lista que se segue.

Lista de Convidados da Reunião de 2014

Presidente

FRA, Henri de Castries, Presidente e CEO do Grupo AXA

 

ALE, Paul M. Achleitner, Presidente do Conselho Fiscal do Deutsche Bank AG

ALE, Josef Ackermann, Ex-CEO do Banco Alemão AG

GBR, Marcus Agius, Presidente não-executivo  do PA Consulting Group

FIN, Matti Alahuhta, membro do Conselho KONE, Presidente da Fundação da Universidade Aalto

GBR, Helen Alexander, Presidente da UBM plc

EUA, Keith B. Alexander,  Ex-comandante, Comandante cibernético dos EUA; Ex-Diretor da NSA

EUA,  Roger C. Altman, Presidente executivo da Evercore

FIN,  Matti Apunen, Diretor finlandês da Business and Policy Forum EVA

ALE, Jörg Asmussen, Secretário de Estado do Trabalho e dos Assuntos Sociais

HUN, Gordon Bajnai, ex-Primeiro-Ministro e Líder do Grupo Together 2014

GBR, Edward M. Balls, Chanceler do Tesouro

POR, Francisco Pinto Balsemão, Presidente da Impresa SGPS

FRA, François Baroin, Membro do Parlamento (UMP) e Prefeito de Troyes

FRA, Nicolas Partner Baverez, sócio da Gibson, Dunn & Crutcher LLP

EUA, Nicolas Berggruen, Presidente do Instituto Berggruen sobre Governança

ITA, Franco Bernabè, Presidente do FB Group SRL

DIN, Flemming Besenbacher, Presidente do Grupo Carlsberg

HOL, Ben van Beurden, CEO da Royal Dutch Shell plc

SUE, Carl Bildt, Ministro dos Negócios Estrangeiros

NOR, Svein Richard Brandtzæg, presidente e CEO da Norsk Hydro ASA

INT, Philip M. Breedlove, Comandante Supremo Aliado da Europa

AUS, Oscar Bronner, chefe da Verlagsgesellschaft mbH

SUE, Håkan Buskhe, Presidente e CEO da Saab AB

TUR, Cengiz Candar, Colunista Sénior da Al Monitorar e Radikal

ESP, Juan Luis Cebrián, Presidente Executivo do Grupo PRISA

FRA, Pierre-André de Chalendar, Presidente e CEO da Saint-Gobain

CAN, W. Edmund Clark, Presidente e CEO do Bank Group TD

INT, Benoît Coeuré, Membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu

IRL, Simon Coveney, Ministro da Agricultura da Alimentação e da Marinha

GBR, Cowper-Coles, Conselheiro Sénior da Sherard do Grupo Presidente CEO do grupo HSBC Holdings plc

BEL, Etienne Davignon, Ministro de Estado

EUA, Thomas E. Donilon, sócio Sénior da O’Melveny and Myers e ex-conselheiro da Segurança Nacional dos EUA

ALE, Mathias Döpfner, CEO da Axel Springer SE

GBR, Robert Dudley Chefe do Grupo Executivo do BP plc

FIN, Henrik Ehrnrooth, Presidente da Caverion Corporation, Otava e Pöyry PLC

ITA, John Elkann, Presidente da Fiat SpA

ALE, Thomas Enders, CEO do Grupo Airbus

DIN,  Ulrik Federspiel, Vice-Presidente Executivo da Haldor Topsoe SA

EUA, Martin S. Feldstein, Professor de Economia da Universidade de Harvard e Presidente Emérito da NBER

CAN, Brian Ferguson, Presidente e CEO da Cenovus Energy Inc.

GBR, Douglas J. Flint, Presidente do Grupo HSBC Holdings plc

ESP, José Manuel García-Margallo, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação

EUA, Michael Gfoeller, Consultor independente

TUR, Nilüfer Göle, Professor de Sociologia da École des Hautes Études en Sciences Sociales

EUA, Evan G. Greenberg, Presidente e CEO do grupo ACE

GBR, Justine Greening, Secretária de Estado para o Desenvolvimento Internacional

HOL, Victor Halberstadt, Professor de Economia da Universidade de Leiden

EUA, Susan Hockfield Presidente Emérita do Instituto de Tecnologia de Massachusetts

NOR, Leif O. Høegh Presidente do Höegh Autoliners AS

NOR, Westye Høegh Conselheiro Sénior do Höegh Autoliners AS

EUA, Reid Hoffman, Co-Fundador e Presidente Executivo do LinkedIn

CHI, Yiping Huang, Professor de Economia da Escola Nacional de Desenvolvimento e da Universidade de Pequim

EUA, Shirley Ann Jackson, Presidente do Rensselaer Polytechnic Institute

EUA, Kenneth M. Jacobs, Presidente e CEO da Lazard

EUA, James A. Johnson, Presidente da Johnson Capital Partners

EUA, Alex Karp, CEO da Palantir Technologies

EUA, Bruce J. Katz, Vice-presidente e Co-Diretor do Programa de Política Metropolitana da The Brookings Institution

CAN, Jason T. Kenney, Ministro do Trabalho e Desenvolvimento Social

GBR, John Kerr, Vice-presidente da Scottish Power

EUA, Henry A. Kissinger, Presidente da Kissinger Associates, Inc.

EUA, Klaus Kleinfeld, Presidente e CEO da Alcoa

TUR, Mustafa Koç, Presidente da Koç Holding AS

DIN, Steffen Kragh, Presidente e CEO da Egmont

EUA, Henry R. Kravis, Co-Presidente e Co-CEO da Kohlberg Kravis Roberts & Co.

EUA, Marie-Josée Kravis, Membro Sénior e Vice-presidente do Instituto Hudson

SUI, André Kudelski, Presidente e CEO do Grupo Kudelski

INT, Christine Lagarde, Diretora do Fundo Monetário Internacional

BEL, Thomas Leysen, Presidente do Conselho de Administração do Grupo KBC

EUA, Cheng Li, Diretor da John L. Thornton China Center e The Brookings Institution

SUE, Tove Lifvendahl, Editora-chefe de Política da Svenska Dagbladet

CHI, He Liu, Ministro do Gabinete do Central Leading Group de Assuntos Econômicos e Financeiros

POR, Paulo Macedo, Ministro da Saúde

FRA, Emmanuel Macron, secretário-geral adjunto da presidência

ITA, Monica Maggioni, Editora chefe da Rainews24, RAI TV

GBR, Peter Mandelson, Presidente da Global Counsel LLP

EUA, Andrew McAfee, principal cientista pesquisaador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts

POR, Inês de Medeiros, Deputada do Parlamento e membro do Partido Socialista

GBR, John Micklethwait, Editor-chefe do The Economist

GRE, Alexandra Mitsotaki, Presidente da ActionAid Hellas

ITA, Mario Monti, senador vitalício e presidente da Universidade Bocconi

EUA, Craig J. Mundie, Conselheiro Sénior do CEO da Microsoft Corporation

CAN, Heather Munroe-Blum, Professora de Medicina e Diretora (Presidente) Emérita da Universidade de McGill

EUA, Charles Murray, AWH Brady Scholar,  Instituto American Enterprise de Pesquisa de políticas Públicas

HOL, Princesa Beatriz da Holanda

ESP, Juan María Nin Génova,Vice-presidente e CEO da CaixaBank

FRA, Natalie Nougayrède, Diretora e Editora Executiva da Le Monde

DIN, Søren-Peter Olesen, Professor e Membro do Conselho de Administração da Fundação Carlsberg

FIN, Jorma Ollila, Presidente da Royal Dutch Shell plc e Presidente da Outokumpu Plc

TUR, Umut Oran, Vice-Presidente do Partido Republicano do Povo (CHP)

GBR, George Osborne, Chanceler do Tesouro

FRA, Fleur Pellerin, secretária de Estado para o Comércio Exterior

EUA, Richard N. Perle, membro residente do American Enterprise Institute

EUA, David H. Petraeus, Presidente do KKR Global Institute

CAN, Stephen S. Poloz, Diretor do Banco do Canadá

INT, Anders Fogh Rasmussen, Secretário-geral da NATO

DIN, Jørgen Huno Rasmussen, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Lundbeck

INT, Viviane Reding, Vice-presidente e Comissária para a Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania da Comissão Europeia

EUA, Kasim Reed, Mayor de Atlanta

CAN, Heather M. Reisman, Presidente e CEO da Indigo Books & Music Inc.

NOR, Eivind Reiten, Presidente, Klaveness Marine Holding AS

ALE, Norbert Röttgen, Presidente da Comissão dos Assuntos Externos, da German Bundestag

EUA, Robert E. Rubin, Co-Presidente do Conselho de Relações Exteriores; Ex-secretário do Tesouro

EUA, Eugene Rumer, Associado Sénior e Diretor do Russia and Eurasia Program, Carnegie Endowment for International Peace

NOR, Christian Rynning-Tønnesen, Presidente e CEO da Statkraft AS

HOL, Diederik M.Samsom, Líder Parlamentar PvdA (Partido Trabalhista)

GBR, John Sawers, Chefe do Serviço Secreto de Inteligência

HOL, Paul J. Scheffer, Autor e Professor de Estudos Europeus da Universidade Tilburg

HOL, Edith Schippers, Ministra da Saúde, Bem-Estar e Desporto

EUA, Eric E. Schmidt, Presidente executivo do Google Inc.

AUS, Rudolf Scholten, CEO da Oesterreichische Kontrollbank AG

EUA, Clara Shih, CEO e fundadora da Hearsay Social

FIN, Risto K. Siilasmaa, Presidente do Conselho de Administração e CEO interino da Nokia Corporation

ESP, Rainha da Espanha

EUA, Michael Spence, Professor de Economia da Universidade de Nova York

FIN, Kari Stadigh, Presidente e CEO da Sampo plc

EUA, Lawrence Summers, Professor da Universidade H. Charles W. Eliot e Universidade de Harvard

IRL, Peter D. Sutherland, Presidente da Goldman Sachs International e Representante Especial da ONU para as Migrações

SUE, Carl-Henric Svanberg, Presidente da Volvo AB e BP plc

TUR , A. Ümit Taftalı, Membro do Conselho da Suna e Inan Kiraç Foundation

EUA Peter A. Thiel, Presidente da Thiel Capital

DIN Henrik Topsoe, Presidente da Haldor Topsoe SA

GRE Loukas Tsoukalis, Presidente, Fundação Hellenic for European and Foreign Policy

NOR Jens Ulltveit-Moe, Fundador e CEO da Umoe SA

INT Ahmet Üzümcü, Diretor-Geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas

SUI Daniel L.Vasella, Presidente Honorário da Novartis Internacional

FIN Björn Wahlroos, Presidente da Sampo plc

SUE Jacob Wallenberg, Presidente e Investor da AB

SUE, Marcus Wallenberg, Presidente do Conselho de Administração da Skandinaviska Enskilda Banken AB

EUA Kevin M. Warsh,  Distinguished Visiting Fellow e Professor da Universidade Stanford

GBR Martin H. Wolf, comentarista-chefe de economia do The Financial Times

EUA James D. Wolfensohn, Presidente e CEO da Wolfensohn & Company

HOL Gerrit Zalm, Presidente do Conselho de Administração da ABN-AMRO Bank NV

GRE George Zanias, Presidente do Conselho do Banco Nacional da Grécia

EUA Robert B. Zoellick, Presidente do Conselho de Assessores Internacionais do The Goldman Sachs Group

 

Aqui fica o registo da participação lusa:

Agora é só aguardar e ver os que estes senhores decidem fazer com as nossas vidas.

Curiosidades

O Sonho Faz Hoje 50 Anos

Faz hoje 50 anos que foi proferido o famoso discurso de Martin Luther King Jr. I have a dream.

Eu tenho um sonho tornou-se numa das frases mais célebres e pertence a um dos grandes discursos da história recente que mudaram o mundo. O curioso é que esta frase não estava sequer prevista no discurso escrito para aquele dia 28 de agosto de 1963. A famosa frase foi acrescentada num momento de puro improviso, talvez devido ao fervor do instante. Os manifestantes dos direitos cívicos reunidos no Lincoln Memorial, em Washington, estavam a participar num momento de viragem histórica.

O discurso completo tem cerca de 17 minutos, mas o excerto abaixo é mais do que suficiente para perceber a importância da ocasião. É momentos destes que mudam o mundo e fazem dele um lugar melhor.

Para explorar um pouco mais esta temática poderão ir até aqui, mas se preferirem apreciar o discurso deixem-se ficar…

 

Economia

Saiba como governar um país!

São cada vez mais notórias as diferenças entre as classes sociais em Portugal. Desde diferenças entre os direitos de um rapaz que fica órfão de pai ou de mãe e uma rapariga na mesma situação… Passando pelos viúvos e viúvas que não são iguais perante a lei… Até às pessoas que sobrevivem com 250€ mensais e vêm o seu poder de compra, já ridículo, diminuir cada vez mais ao longo dos anos, meses e até semanas.

Depois de tanta asneira, tanto protesto (que vai continuar), do que veio na sexta-feira, 7 de setembro de 2012, e do xeque-mate da terça-feira, 11 de setembro, decidi dar, humildemente, uns conselhos práticos de governação! Puro serviço público…

Assumindo a minha total ignorância sobre economia, finanças e governação, mas consciente de que percebo de contas e de resultados práticos. Considerando ainda aquelas discussões e partilhas de opinião que podem ser mais ou menos sérias e inteligentes, que qualquer pessoa tem na sua vida social sobre o estado atual do país… decidi avançar! E aqui vai.

Como qualquer pessoa comum, os senhores presidente da república, presidente da assembleia da república, ministros, deputados, secretários de estado, administradores, etc e tal… deveriam:

 

Proposta nº 1 – Utilizar o “carro da empresa” apenas quando se deslocam ao serviço da mesma.

Observações: Aqui se exclui a possibilidade de renovação constante da frota do estado, o serviço de motorista, a compra de carros de alta cilindrada (que são péssimos para o ambiente e para a carteira de todos nós) e a utilização dos carros do estado em períodos de campanha.

 

Proposta nº2 – Regulamentar o preço e a alteração constante dos manuais escolares.

Observações: É vergonhosa a forma como as editoras fazem o que querem, passando por mudar qualquer coisa de página, alterar a capa e pronto – saia a nova edição do livro que o burro do português vai pagar. Se não há espaço no mercado para tantas editoras, azar. Fica uma reconhecida oficialmente para a distribuição de livros escolares e todos os alunos do mesmo ano, em todo o país aprendem com os mesmos recursos. Irmãos, primos ou amigos com diferenças de 2 ou 3 anos deveriam ter vários livros em comum.

 

Proposta nº 3 – Implementar impostos justos e um sistema fiscal eficiente e que penalizasse até ao fim dos seus dias quem se atravesse a “furá-lo”.

Observações: promover a honestidade, o respeito pelo país e pelos seus concidadãos, aplicando impostos de acordo com os rendimentos (mas algo muito mais racional e realista do que o atualmente praticado) e aplicando as 3 taxas de IVA de forma coerente. Ou melhor, até se podem criar mais patamares de IVA.

Almoçar num restaurante tradicional deveria ser mais barato do que ir a um fastfood. Outro exemplo, sendo o golfe um desporto caro, reconhecidamente de elites e que não é promotor de saúde (antes pelo contrário), porque é que voltaram atrás quando aplicaram o IVA máximo? Quem vai simplesmente ao ginásio passou a pagar 23% em vez de 6%, ninguém voltou atrás.

 

Proposta nº 4 – Promover e financiar o desporto. O desporto é claramente um “sistema preventivo” no que toca à saúde.

Observações: o tempo dedicado ao desporto escolar não é suficiente. Evidentemente, os pais também devem incentivar os filhos a andar a pé, de bicicleta ou a praticar algum desporto de forma equilibrada (mas com o preço que algumas atividades têm…). Construir e preservar ciclovias e espaços verdes de lazer, para desporto e outras atividades em família, etc..

Pior ainda, o dinheiro que foi gasto no âmbito do Euro 2004. Um evento que nunca ficou pago porque se construíram estádios inúteis, que só servem o futebol. Em Lisboa há 2 estádios vizinhos gigantes só porque os “homens do futebol” não se conseguiram entender para a construção de 1 só, partilhado. O Boavista está em que divisão? Quantos adeptos tem? Nem sei, mas também teve direito a estádio. Entre outros estádios que até são mais falados tipo o do Algarve. Enfim, futebol, o desporto rei que reina sem saber porquê.

A palavra desporto inclui basquete, futebol, voleibol, badmington, andebol, ténis, ping-pong, matraquilhos, boccia, natação, mergulho, diferentes tipos de tiro, de ginástica, de ciclismo e de remo, etc… o xadrez é uma modalidade olímpica, sabiam?

Há atletas que pagam para treinar… depois querem que os atletas ganhem medalhas nas competições internacionais!!!

 

Proposta nº 5 – Penalizar a discriminação e promover a inclusão social.

Observações: é urgente respeitar o outro e ensinar o que é o respeito às gerações seguintes. É urgente que as cidades sejam acessíveis a pé com passeios largos, rampas pouco inclinadas e sem carros em cima dos passeios; sejam acessíveis por transportes públicos preparados para cadeiras de rodas, carros de bebés, baby coques, bicicletas, etc…

É urgente perceber que, por exemplo, um cego ou um paraplégico são limitados pela sua condição mas conseguem fazer montes de coisas, ou seja, podem trabalhar.

Promover a inclusão social não é sinónimo de escancarar as portas do país a qualquer um que para cá queira vir, para viver de forma fácil. Receber bem sim, ser burro não.

 

Proposta nº 6 – Prevenir a imigração desmedida

Observações: O pior cego é aquele que não quer ver. Fartam-se de entrar pessoas em Portugal que em nada vêm ajudar, antes pelo contrário, vêm prejudicar. Ocupar lugares de trabalho (e não venham dizer que ninguém os quer porque não é verdade). Mas estes para mim nem são tão importantes, pelo menos trabalham! Importantes e dispensáveis são aqueles que vêm e ficam associados a distribuição de drogas e a prostituição (como se os que cá estão não chegassem), que vêm para cá viver de roubos, subsídios e sucatas. Peguem nesse dinheiro e aumentem as reformas mais baixas. O que ganha o país ao receber cada pessoa? Quando a resposta é “nada”, então porque os deixam entrar, legalizar-se, e ainda oferecer rendimentos de inclusão social?

 

Proposta nº 7 – Promover um futuro melhor e evitar que os jovens procurem a emigração

Observações: muitos procuram a emigração não por estarem mal mas por quererem estar melhor. A ideia de que todos podem ter uma casa própria e um ou vários carros é completamente surrealista. Já era tempo de reservarem lugares para as bicicletas e para as motas em vez de se promover a ideia de que aos 18 anos temos que tirar a carta de condução de veículos categoria B e comprar um carro logo que se possa. Os carros ocupam mais espaço, criam congestionamento, poluem muito mais e do preço nem se fala.

Jovens, ao comprarem uma casa a crédito provavelmente terão que fazer obras mesmo antes de a terem completamente paga. Um carro zero quilómetros perde cerca de 35% do seu valor comercial mal sai do stand. Que raio de investimento é este?

A falta de aposta na investigação científica leva à emigração, mesmo que temporária, da massa cinzenta portuguesa. Quantos e quantos portugueses rumam para onde os deixam evoluir e ainda lhes pagam melhor?

 

Proposta nº8 – Controlar o número de vagas de cada universidade e de cada curso superior de acordo com a previsão de necessidades futuras do país.

Observações: Nem todos podem ser médicos, professores, consultores, etc. Os marceneiros, eletricistas, picheleiros, varredores de ruas, agricultores, estilistas, etc, também são precisos. Pessoas com cursos técnicos também são necessárias… E quem não quer estudar mais do que o 9º ano também tem direito a trabalho…

Os serviços de picheleiro são caríssimos porque há pouca oferta e nem a ideia de ganhar bem é suficiente, porque as pessoas querem também o status. Palhaçada!

O controlo das vagas teria como principal objetivo não iludir os jovens (para um futuro que nunca terão) e controlar a taxa de desemprego. Simples não?

 

Proposta nº9 – Promover a agricultura, a pesca e outros

Observações: Os bens de consumo chegam caríssimos ao consumidor final para prejuízo de todos exceto do distribuidor. Ninguém pode trabalhar de graça. Todos temos que comer, beber e andar de elétrico. Não serve de nada dar subsídios quando as coisas correm mal. Para isso, cada um deve prevenir-se com seguros.

O controlo e regulação dos preços feito por cooperativas, por exemplo, previne o verdadeiro roubo que se faz aos produtores de leite, maçãs, etc.

O produto nacional deveria ser menos taxado e ter prioridade na hora da compra.

No passado foi distribuído dinheiro para que fossem construídas estufas. O problema é que as estufas em vez de protegerem plantações tinham mercedes guardados lá dentro, não fossem os carros apanhar uma constipação.

O chico esperto é o maior neste mundinho.

 

Proposta nº 10 – Taxar fortemente as drogas legais, nomeadamente as bebidas brancas e o tabaco.

Observações: A famosa cerveja pode ser um problema. Mas os shots de vodka e outras coisas do género podem ser mortais.

Apesar da proibição de venda de tabaco e de álcool a menores de idade, as ruas continuam cheias de jovens a fumar e a beber em plena luz do dia, sem nenhum responsável legal por perto. Parece que algumas leis não são para cumprir. Quem quer fumar regularmente sente o efeito dos impostos altos para mais tarde ter direito a cuidados de saúde, simples.

Se um maço de cigarros custar 15 ou 20€ não há grandes hipóteses. Pode-se comprar um de vez em quando, comprar sempre seria coisa de rico. Por outro lado, mais vale ter gasolina na mota ou no carro ou ir jantar com os amigos. Se um copinho de whisky custar 40€…

Portugal tem bons vinhos e boas cervejas. Motivem a sua exportação… Motivem o consumo dos produtos nacionais…

 

Proposta nº 11 – Deixar de tratar os profissionais de saúde ora como reis ora como escravos

Observações: Os profissionais de saúde têm responsabilidade acima da média por lidarem com vidas humanas. Por isso, devem ser bem pagos e não trabalhar muitas horas seguidas. Não devem também, como qualquer outra pessoa, ter contratos de trabalho precários. A eles deve ser dada todo o espaço e tempo para se concentrarem nas suas funções. Os profissionais de saúde mudam vidas e futuros…

Por outro lado, estamos fartos de alguns chicos-espertos que, por se acharem mais importantes que os outros, chegam atrasados todos os dias e ainda vão tomar o pequeno-almoço. Faltam sem avisar ninguém. Dormem durante as horas de serviço só porque estão a protestar por ter que “picar o ponto”. Ignoram as queixas dos doentes. Aproveitam-se dos internos para tirar umas folgas em vez de os supervisionarem e corrigirem. Enfim… pessoas sem vocação!

 

Proposta nº 12 – Auferir mensalmente nada que ultrapasse os 2000€, de acordo com as responsabilidades (cargos) e serviço efetivo.

Observações: Com 1500€ ou 2000€ acho que se consegue tirar a carta, ter carro próprio, pagar a gasolina do próprio bolso, comprar fatos e gravatas… resumindo, com estes valores por mês não se vive nada mal.

A verdade é que temos um salário mínimo que quase denigre a imagem de um trabalhador pelo fraco poder de compra que implica… senhores deputados, senhores ministros e senhores “outros amiguinhos e parceiros de tacho”, porque não experimentam baixar o vosso próprio salário para 500€, ou melhor, para 400€? Não chega para pagar as gravatas? Paciência…

Administrar uma empresa, como por exemplo a EDP, parece muito fácil para quem vive com 400€ mensais. Contudo, a mesma tarefa vista com outros olhos parece ser tãããão difícil…pois os senhores que lá trabalham são recompensados como verdadeiros escravos de fins de semana e horas noturnas. Presumo que nem têm tampo para a família…

 

Aqui têm uma dúzia de sugestões. Poderiam ser muitas mais… só não quero que os nossos seguidores passem o dia a ler em vez de trabalhar!

 

Caros senhores, em 2010 o INE estimou que o limiar de pobreza em Portugal estaria nos 421€ mensais. Agora é fazer contas ao novo salário mínimo. Em vez de salário mínimo chamem-lhe salário pobre! Além disso, não podemos esquecer a verdadeira escalada de preços dos bens de consumo nos últimos anos.

 

Caros leitores, desafio-vos a acrescentarem sugestões tanto ou mais interessantes do que as que deixo. Não é uma tarefa difícil… Boas ideias não devem faltar. Infelizmente não há quem as aplique. Aguardemos por um futuro mais risonho e promissor. E não deixem que a sorte vos conduza a vida.