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Bem-estar

Lista de tarefas para as férias de verão

Deste lado do mundo começaram as férias escolares que vão durar quase todo o verão. Ai, que belos tempos! É, pois, tempo de fazer tudo ou de não fazer nada, porque tempo é coisa que, em princípio, não vai faltar!

A pensar nesta época especial, um professor italiano presenteou recentemente os seus alunos com uma lista de tarefas a fazer durante o verão. Isto não parece nada bom, mas começando a ler essa lista depressa se percebe a sua importância e profundidade a tal ponto que a internet se encarregou de a tornar viral, como agora acontece e se diz no espaço virtual, graças a um número louco de “Gosto” e de partilhas.

Numa tradução livre e pilhada do ciberespaço aqui fica, na esperança de que possa de alguma forma servir de inspiração a quem a lê:

1. Pela manhã, caminha pela praia em total solidão, presta atenção ao reflexo do sol na água, pensa no que mais gostas na vida e sente-te feliz.

2. Tenta usar todos os novos termos aprendidos este ano: quanto mais coisas dizes, mais coisas podes imaginar e quanto mais coisas podes imaginar, mais livre te sentirás.

3. Lê tudo o que puderes. Mas não porque tens que fazê-lo. Lê porque o verão inspira sonhos e aventuras e lendo sentir-te-ás como as andorinhas a voar. Lê porque é a melhor forma de rebelião que tens (se quiseres uma sugestão de leitura, pergunta-me).

4. Evita todas as coisas, situações e pessoas que te influenciam negativamente e te fazem sentir vazio: busca as situações desafiadoras e a boa companhia dos amigos que te enriquecem, que te entendem e que te apreciam pelo que és.

5. Se te sentires triste ou com medo, não te preocupes: o verão, como todas as coisas maravilhosas, coloca a alma em tumulto. Tenta escrever um diário onde traduzas os teus sentimentos em palavras (em setembro, se te apetecer, podemos lê-lo juntos).

6. Dança sem vergonha. Na pista de dança ou em casa. O verão é uma dança e seria tolice não participares dela.

7. Ao menos uma vez, vai assistir ao amanhecer de um novo dia. Permanece em silêncio e respira. Fecha os olhos e sente-te agradecido.

8. Faz muito desporto.

9. Se encontrares uma pessoa que te encante, diz-lhe com toda a sinceridade e graça que és capaz. Pouco importa se ele/ela vai perceber ou não. Se não perceber, é porque ele/ela não era o teu destino. Caso contrário, o verão de 2015 será a grande oportunidade de caminharem juntos (se isso der errado, volta ao passo 8).

10. Sobre as anotações das nossas aulas: para cada autor e cada conceito, faz perguntas a ti mesmo e reflete sobre o que desperta em ti.

11. Sê alegre como o sol e indomável como o mar.

12. Não digas palavras rudes e sê sempre educado e amável.

13. Vê filmes com diálogos pungentes (preferencialmente em inglês) para melhorar as tuas habilidades linguísticas e a tua capacidade de sonhar. Não deixes que o filme se acabe com os créditos: revive-o enquanto dura o verão.

14. Nos dias ensolarados ou nas noites quentes, sonha como pode e deve ser a tua vida. Enquanto durar o verão, reúne toda a força que necessites para não renunciar a isso que queres e faz todo o possível para perseguir este sonho.

15. Sê bom.

Sorte destes alunos que podem privar com um professor tão talentoso!

Se precisarem de mais ideias e inspiração, podem encontrá-las facilmente no filme «Clube dos Poetas Mortos», protagonizado por Robin Williamns, o eterno professor Keating. Aqui fica um cheirinho.

Curiosidades

O raio dos putos! – Parte III

Quando pensamos em invenções vem-nos à cabeça a imagem de adultos de bata branca com o cabelo desgrenhado. Acontece que por vezes também as crianças ou adolescentes nos surpreendem com a sua capacidade de inventar e de mudar o mundo. Depois de dar a conhecer alguns ilustres desconhecidos contemporâneos em dois artigos anteriores (Parte I e Parte II), vamos agora dar uma olhadela em inventores de outros tempos que ficaram na história e a quem muito devemos hoje em dia.

Antoine van Leeuwenhoek inventou o microscópio quando tinha 16 anos. Estávamos no século XVII e este holandês trabalhava como aprendiz de alfaiate, mas isto não o impediu de inventar aquilo que se tornaria na primeira lente de microscópio, modificando simplesmente as características técnicas de uma lupa. O microscópio utilizado por Leeuwenhoek para as suas descobertas era constituído por uma lente biconvexa e tinha a capacidade de aumentar a imagem cerca de 200 vezes. A ele é atribuída a descoberta dos microorganismos.

Anthonie van Leeuwenhoek (1632-1723). Natuurkundige te Delft

 

Estávamos no século XVII quando um jovem francês de 16 anos inventou a calculadora mecânica. Blaise Pascal, de seu nome, dedicou três anos da sua vida a esta máquina a que chamou Pascaline. Este inventor haveria ainda de ter enorme influência, entre outras áreas, na Física e na Matemática.

Blaise Pascal

 

Louis Braille ficou cego com apenas três anos, estávamos no início do século XIX. No entanto, não este francês não permitiu que a perda de visão o impedisse de alcançar os seus sonhos e pelo meio inventou o alfabeto braille quando tinha 15 anos. É ainda hoje uma das mais famosas invenções de sempre.

Louis Braille

 

Samuel Colt era um jovem de 15 anos que estudava numa escola em regime de internato, durante a primeira metade do século XIX. Não era muito popular, nem tinha amigos e para piorar só tinha más notas. Como queria dar a volta à situação e ser popular, Samuel começou a brincar com explosivos para fogo-de-artifício e arranjou maneira de encher balas com pólvora e dispará-las depois através de um cilindro rotativo que em inglês se chama «revolver». Pronto, estava inventado o revólver!

Samuel Colt

 

Como acontecia com muitos miúdos americanos do final do século XIX, Chester Greenwood ficou com as orelhas geladas enquanto patinava no gelo num dia muito frio. Apesar de ter atado um cachecol à cabeça para tapar as orelhas Chester não gostou totalmente desta solução e procurou uma outra mais eficaz. Fez uma estrutura de arame e pediu à avó que cosesse a essa estrutura duas pequenas almofadas de pele de castor. Assim nasceu o primeiro protetor de orelhas do mundo, quando Chester tinha apenas 15 anos.

Chester Greenwood patent

 

Frank Epperson inventou o gelado de gelo aos 11 anos um pouco por acaso. Numa noite invernosa de 1905, em São Francisco, Frank esqueceu-se no alpendre de um copo de sumo (mistura de pó tónico com água) com uma colher lá dentro. Graças às baixas temperaturas, pela manhã reparou que o sumo do copo estava congelado e nascia assim o primeiro gelado com pauzinho.

Frank Epperson

 

George Nissen inventou o trampolim quando tinha apenas 16 anos. Ao ver os trapezistas no final das suas exibições que se lançavam para uma rede de segurança, George pensou que seria muito mais divertido se eles pudessem continuar a saltar. A sua invenção resumia-se a uma estrutura de metal com uma lona bem esticada.

George Nissen

 

Nascido no Canadá, Joseph-Armand Bombardier inventou a mota de neve quando tinha 15 anos. Num dos invernos que passava rodeado de muita neve decidiu montar o motor de um velho Ford T sobre uma estrutura metálica assente em dois pares de esquis. Assim nasceu a mota de neve que viria a ser muito importante na altura da Segunda Grande Guerra.

Joseph-Armand Bombardier

Às vezes não damos muito crédito nem muita atenção às ideias dos mais pequenos, mas eles têm uma enorme capacidade de nos surpreender. Raio dos putos!

Bem-estar

Será que és um bom garfo?

“Nós somos o que comemos!”… Este lema ou ditado (não sei bem) é uma das frases mais acertadas que a sabedoria popular “descobriu”. O Dá que pensar tem lançado algumas dicas sobre a prática de exercício físico que é, sem dúvida alguma, um componente importante para adquirir ou manter a forma física desejada, para relaxar, melhorar a capacidade cardiorrespiratória e até pode ser visto como um acto social. Read more “Será que és um bom garfo?”

Bem-estar

Escravos do corpo ou Vítimas da Mente

 

Antes de mais, espero que não tenham comido muitas amêndoas! Prometo que nas próximas semanas irei escrever sobre conceitos e dicas de exercício e nutrição de que vocês estão à espera. Todavia, hoje gostaria que refletissem comigo sobre a importância do corpo nas nossas vidas, no fundo, para que serve a nossa imagem?

Este século XXI está a ser rico em crises, revoluções … e posições extremadas! Se por um lado, e ainda bem, se começa acreditar em psiquiatras e psicólogos, a assumir que muitos dos problemas, tanto físicos como de origem puramente mental, são solucionáveis com técnicas terapêuticas, por outro lado, a palmada na hora certa (já referida no artigo “Não há nada como (no) antigamente…”) foi abolida. Parece-me um claro paradoxo, mas faz parte de viver no século da constante mudança.

 

Continuando com os paradoxos…

Ninguém parece contente com a imagem que tem, enquanto em grande parte do Mundo ainda se passa fome.

 

anorexia

 

Não querendo entrar na questão da fome, mas aproveitando para dar uma achega, se calhar esta é transversal tanto para gordos, anoréticos e narcisistas. Aos primeiros nada os satisfaz, ingerem pela boca, o que a maioria das vezes não consegue obter das suas vidas. Os segundos não conseguem comer nada que a vida lhes dá, vivem uma realidade distorcida onde nada merecem e nunca se enquadram. Os últimos dão de comer regradamente ao corpo, mas esquecem-se de nutrir a mente. No fundo, todos passam fome, apenas não sabem que há alimentos para o corpo e alimentos para a mente.

 

o narcisista

 

Voltando ao assunto principal…

Cada vez mais se mistura saúde com vaidade e comércio. Penso que faz parte da sanidade mental cuidar da própria saúde. Há que ter um mínimo de amor-próprio que garanta a manutenção de um corpo são. Já diziam os romanos “Mente sã em corpo são”, e cada vez mais acredito que é mais fácil ter o corpo são se mente estiver sã.

O comércio de que falo passa pelas farmacêuticas que tentam vender desde medicamentos até produtos milagrosos para perda de peso, e passa também empresas de fast-food que são as que mais contribuem para o aumento da epidemia da obesidade com a comida processada.

Há que tentar sobreviver na terra dos paradoxos, onde alguns se tornam escravos do corpo e outros vítimas da própria mente. É tão deslocado o gordo como o obcecado por exercício! Todavia, há um meio-termo a conquistar.

Todas as pessoas devem cuidar da saúde, comer bem, evitar agressões como o álcool, tabaco e outras drogas e praticar exercício físico. O exercício físico é um componente essencial para a manutenção da vossa saúde. Se o fizerem de forma adequada correm o risco de em breve os gordos, preguiçosos e invejosos vos chamarem de obcecados!

 

inveja