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Curiosidades

O raio dos putos! – Parte III

Quando pensamos em invenções vem-nos à cabeça a imagem de adultos de bata branca com o cabelo desgrenhado. Acontece que por vezes também as crianças ou adolescentes nos surpreendem com a sua capacidade de inventar e de mudar o mundo. Depois de dar a conhecer alguns ilustres desconhecidos contemporâneos em dois artigos anteriores (Parte I e Parte II), vamos agora dar uma olhadela em inventores de outros tempos que ficaram na história e a quem muito devemos hoje em dia.

Antoine van Leeuwenhoek inventou o microscópio quando tinha 16 anos. Estávamos no século XVII e este holandês trabalhava como aprendiz de alfaiate, mas isto não o impediu de inventar aquilo que se tornaria na primeira lente de microscópio, modificando simplesmente as características técnicas de uma lupa. O microscópio utilizado por Leeuwenhoek para as suas descobertas era constituído por uma lente biconvexa e tinha a capacidade de aumentar a imagem cerca de 200 vezes. A ele é atribuída a descoberta dos microorganismos.

Anthonie van Leeuwenhoek (1632-1723). Natuurkundige te Delft

 

Estávamos no século XVII quando um jovem francês de 16 anos inventou a calculadora mecânica. Blaise Pascal, de seu nome, dedicou três anos da sua vida a esta máquina a que chamou Pascaline. Este inventor haveria ainda de ter enorme influência, entre outras áreas, na Física e na Matemática.

Blaise Pascal

 

Louis Braille ficou cego com apenas três anos, estávamos no início do século XIX. No entanto, não este francês não permitiu que a perda de visão o impedisse de alcançar os seus sonhos e pelo meio inventou o alfabeto braille quando tinha 15 anos. É ainda hoje uma das mais famosas invenções de sempre.

Louis Braille

 

Samuel Colt era um jovem de 15 anos que estudava numa escola em regime de internato, durante a primeira metade do século XIX. Não era muito popular, nem tinha amigos e para piorar só tinha más notas. Como queria dar a volta à situação e ser popular, Samuel começou a brincar com explosivos para fogo-de-artifício e arranjou maneira de encher balas com pólvora e dispará-las depois através de um cilindro rotativo que em inglês se chama «revolver». Pronto, estava inventado o revólver!

Samuel Colt

 

Como acontecia com muitos miúdos americanos do final do século XIX, Chester Greenwood ficou com as orelhas geladas enquanto patinava no gelo num dia muito frio. Apesar de ter atado um cachecol à cabeça para tapar as orelhas Chester não gostou totalmente desta solução e procurou uma outra mais eficaz. Fez uma estrutura de arame e pediu à avó que cosesse a essa estrutura duas pequenas almofadas de pele de castor. Assim nasceu o primeiro protetor de orelhas do mundo, quando Chester tinha apenas 15 anos.

Chester Greenwood patent

 

Frank Epperson inventou o gelado de gelo aos 11 anos um pouco por acaso. Numa noite invernosa de 1905, em São Francisco, Frank esqueceu-se no alpendre de um copo de sumo (mistura de pó tónico com água) com uma colher lá dentro. Graças às baixas temperaturas, pela manhã reparou que o sumo do copo estava congelado e nascia assim o primeiro gelado com pauzinho.

Frank Epperson

 

George Nissen inventou o trampolim quando tinha apenas 16 anos. Ao ver os trapezistas no final das suas exibições que se lançavam para uma rede de segurança, George pensou que seria muito mais divertido se eles pudessem continuar a saltar. A sua invenção resumia-se a uma estrutura de metal com uma lona bem esticada.

George Nissen

 

Nascido no Canadá, Joseph-Armand Bombardier inventou a mota de neve quando tinha 15 anos. Num dos invernos que passava rodeado de muita neve decidiu montar o motor de um velho Ford T sobre uma estrutura metálica assente em dois pares de esquis. Assim nasceu a mota de neve que viria a ser muito importante na altura da Segunda Grande Guerra.

Joseph-Armand Bombardier

Às vezes não damos muito crédito nem muita atenção às ideias dos mais pequenos, mas eles têm uma enorme capacidade de nos surpreender. Raio dos putos!

Opinião

«Adeus» diz-se aos mortos

Sempre ouvi dizer que «adeus» dizemos aos mortos. Não pretendo alongar-me muito, até porque tudo ou quase tudo foi sendo dito ao longo destes dias sobre este assunto. No entanto, importa dizer que só morrem aqueles que se esquecem e dificilmente o «Rei» será esquecido.

O clube e a nação não vão permitir esquecer quem semeou tantas emoções. Nem os adversários esqueceram! Eles que também foram tocados por essas emoções semeadas, porque para haver quem ganhe, tem de haver quem perde. Não foram agraciados pelo dulcíssimo gosto de quem ganha, mas antes pelo sabor acre de quem sofre e ainda assim não odeiam, porque um adversário não é um inimigo e há que reconhecer a grandeza de quem a possui. Não esqueceram passados todos estes anos e estou em crer que não vão fazê-lo! As imagens em Old Trafford e no Santiago Barnabéu não mentem, não foi coisa protocolar, de circunstância. Foi admiração e respeito que guardamos apenas para os nossos… e ele é de todos. Assim são as lendas: como nós, para que nos reconheçamos nessas figuras, mas muito melhor do que nós, porque conseguem feitos que jamais alcançaríamos.

Convém, pois, lembrar as palavras de Manuel Alegre:

Havia nele a máxima tensão.

Como um clássico ordenava a própria força,

sabia a contenção e era explosão,

havia nele o touro e havia corça.

 

Não era só instinto era ciência,

magia e teoria já só prática.

Havia nele a arte e a inteligência

do puro jogo e sua matemática.

 

Buscava o golo mais que golo: só palavra.

Abstracção. Ponto no espaço. Teorema.

Despido do supérfluo rematava

e então não era golo – era poema.

 

Tudo o mais são histórias!

Curiosidades

mens sana in corpore sano

Sempre nos disseram que o desporto faz bem à saúde, a tal história do mens sana in corpore sano (mente sã em corpo são), frase atribuída a Juvenal, mas se pararmos para pensar há por aí muitos desportistas que teimam em tirar a saúde aos outros! Há um fenómeno que acontece sempre que há uma notícia com este tipo de desgraças. Só não sei se é coisa nossa (portuguesa) ou se acontece um pouco por todo o lado: um repertório enorme de piadas, mais negras ou mais macabras… A última é a dos Oscar Pistorius com um punhado de pérolas a correrem sobretudo pelas redes sociais.

Se recuarmos no tempo, é muito fácil encontrar desportistas, muitos deles de topo, que estão ou estiveram presos devido à prática de crimes violentos. A montra dos horrores é muito e para todos os gostos, tanto quanto ao crime como à modalidade desportiva. Ele é homicídios, passionais ou premeditados, ele é violações, ele é raptos… enfim, um cardápio muito vasto.

Mike Tyson é muito provavelmente o mais conhecido de todos, sobretudo depois de ter arrancado parcialmente à dentada a orelha do seu adversário, Evander Holyfield, durante um combate. O campeão de pugilismo esteve preso durante três anos por violação. Mais tarde, esteve novamente preso durante nove meses por agressões, mas ao que parece o rapaz agora anda mais calminho e a prova disso é que 15 anos depois de ter arrancado uma parte da orelha do outro boxeur não há cá ressentimentos de nenhuma ordem e isso mesmo ficou selado num abracinho fraterno entre ambos.

 

abracinho

Outro também muito conhecido é um tal de O.J. Simpson (Orenthal James Simpson), mas não entra neste catálogo já que foi declarado inocente da morte da ex-mulher e do namorado desta, num caso ainda hoje muito discutido e controverso. Todavia, um tal de Rae Carruth, antigo jogador dos Carolina Panthers, cumpre uma pena de 24 anos por ter ordenado a execução da sua namorada, na altura, grávida de oito meses. A parte boa deste enredo é que o bebé sobreviveu.

Rae Carruth

Do mesmo modo, Darryl Henley, também ele famoso na NFL (National Football League), Liga Profissional de Futebol Americano, cumpre 41 anos por tráfico de droga e por contratar assassinos para matar juiz que o ia julgar, justamente por tráfico de droga. Não lhe correu bem! O rol de casos de pessoas ligadas à NFL é enorme, o melhor é ficarmos por aqui quanto ao futebol americano.

Darryl Henley

O soccer também é pródigo em acontecimentos aberrantes. Por exemplo, guarda-redes brasileiro Bruno Fernandes, ex-jogador do Flamengo, está preso por estar acusado do rapto e desaparecimento da sua namorada, apesar de se dizer inocente. Seja como for, por estes dias foi condenado a 22 anos de prisão!

Bruno Fernandes

Outro mau exemplo é o ex-futebolista do Bradford, Gavin Grant, condenado a prisão perpétua por homicídio. A lista prossegue, mas vamos mudar de modalidade.

Gavin Grant

A famosa NBA (National Basketball Association) também dá o seu contributo. Dos inúmeros casos, relembremos apenas o de Jayson Williams, ex-jogador dos New Jersey Nets, que cumpriu dois anos pelo homicídio do motorista de uma limousine devido à recriação involuntária de uma das cenas mais famosas do filme «Pulp Fiction».

Jayson Williams

Decididamente os desportos colectivos não fazem nada bem! Que tal uma coisa mais pacata? O ex-campeão mundial de bodybuilding, Bertil Fox, também fez asneira. Em época de saldos despachou duas por uma, que é como quem diz, a futura mulher e a futura sogra. Cumpre agora prisão perpétua depois de se ter safado da pena de morte por enforcamento.

Bertil Fox

Afinal o judo é que é! Parece que também não é boa ideia… o japonês Masato Uchishiba, bicampeão olímpico em Atenas 2004 e Pequim 2008, foi há semanas condenado a cinco anos de prisão pela violação de uma atleta menor de idade. Ao que parece ela estava embriagada e ele então terá pensado «já que estás aí»…

Masato Uchishiba

Para os lados do Japão o Sumo é um desporto muito apreciado e respeitado, mas o antigo treinador e ex-campeão Futatsuryu Junichi cumpre uma pena de seis anos por ter exagerado no castigo a um atleta que acabou por morrer. Ou o tipo era muito fraquinho ou este camarada é muito bruto!

Futatsuryu Junichi

O canadiano Chris Benoit não chegou a ser acusado nem a cumprir pena pela morte da sua mulher, nem do seu filho, uma vez que teve o bom senso de se matar entretanto. Lembremos que fez carreira no wrestling.

Chris Benoit

Estava capaz de arranjar uma tese: a testosterona pode muito bem arruinar a vida de uma pessoa, mas não se pense que estes crimes são praticados apenas por homens. Também há meninas na lista! Tonya Harding, campeã de patinagem artística, foi condenada a pena suspensa por ter pago a um homem para lesionar a sua rival, Nancy Kerrigan. Não se deu muito bem e foi banida da competição nos Estados Unidos para sempre.

Tonya Harding

Há muitos outros desportos que pelos piores motivos poderiam figurar neste elenco. Depois há outros que também mancham a reputação do desporto. O ciclismo é um desses casos com o candidato Lance Armstrong à cabeça, mas vamos ver como se desenrola essa história. Tiger Woods, no golfe, apesar de sempre ter sido considerado um exemplo de conduta, também arranjou um drama de todo o tamanho com o escândalo sexual em que esteve envolvido, devido à sua ligação com prostituição que para além do casamento lhe custou a quebra de muitos contratos publicitários.

Desportistas e prostitutas nem vale a pena enumerar. Poderíamos começar com a Seleção Portuguesa e a famosa Paula e dar a volta ao mundo. No entanto, há um episódio que não resisto em relembrar: o do famoso Ronaldo (Fenômeno). Ao que parece este ex-jogador contratou os serviços de uma prostituta e ao levá-la para um motel no Rio de Janeiro ela convidou mais duas amigas. O sonho de qualquer cliente! Já não se fazem promoções assim! O facto é que ao chegarem ao tal motel o Fenômeno descobriu que estava prestes a divertir-se com três travestis! Acabou a farra porque decidiu dispensar o serviço delas/deles e o caso acabou mesmo por ir parar à Justiça. Foi igualmente um problema de má rotulagem: pensava que ia comer carne de vaca, mas afinal era cavalo! Já não se pode confiar nos dias de hoje.

Moral da história: o melhor mesmo é não pensarmos que os atletas são seres de outro mundo, semi-deuses que muito honramos e que deliramos ao vê-los, não são senão pessoas normais, muitas vezes também com graves desvios de personalidade, talvez porque a exigência do desporto a que foram sujeitos fê-los passar ao lado de muitos imperativos morais.

Economia

Saiba como governar um país!

São cada vez mais notórias as diferenças entre as classes sociais em Portugal. Desde diferenças entre os direitos de um rapaz que fica órfão de pai ou de mãe e uma rapariga na mesma situação… Passando pelos viúvos e viúvas que não são iguais perante a lei… Até às pessoas que sobrevivem com 250€ mensais e vêm o seu poder de compra, já ridículo, diminuir cada vez mais ao longo dos anos, meses e até semanas.

Depois de tanta asneira, tanto protesto (que vai continuar), do que veio na sexta-feira, 7 de setembro de 2012, e do xeque-mate da terça-feira, 11 de setembro, decidi dar, humildemente, uns conselhos práticos de governação! Puro serviço público…

Assumindo a minha total ignorância sobre economia, finanças e governação, mas consciente de que percebo de contas e de resultados práticos. Considerando ainda aquelas discussões e partilhas de opinião que podem ser mais ou menos sérias e inteligentes, que qualquer pessoa tem na sua vida social sobre o estado atual do país… decidi avançar! E aqui vai.

Como qualquer pessoa comum, os senhores presidente da república, presidente da assembleia da república, ministros, deputados, secretários de estado, administradores, etc e tal… deveriam:

 

Proposta nº 1 – Utilizar o “carro da empresa” apenas quando se deslocam ao serviço da mesma.

Observações: Aqui se exclui a possibilidade de renovação constante da frota do estado, o serviço de motorista, a compra de carros de alta cilindrada (que são péssimos para o ambiente e para a carteira de todos nós) e a utilização dos carros do estado em períodos de campanha.

 

Proposta nº2 – Regulamentar o preço e a alteração constante dos manuais escolares.

Observações: É vergonhosa a forma como as editoras fazem o que querem, passando por mudar qualquer coisa de página, alterar a capa e pronto – saia a nova edição do livro que o burro do português vai pagar. Se não há espaço no mercado para tantas editoras, azar. Fica uma reconhecida oficialmente para a distribuição de livros escolares e todos os alunos do mesmo ano, em todo o país aprendem com os mesmos recursos. Irmãos, primos ou amigos com diferenças de 2 ou 3 anos deveriam ter vários livros em comum.

 

Proposta nº 3 – Implementar impostos justos e um sistema fiscal eficiente e que penalizasse até ao fim dos seus dias quem se atravesse a “furá-lo”.

Observações: promover a honestidade, o respeito pelo país e pelos seus concidadãos, aplicando impostos de acordo com os rendimentos (mas algo muito mais racional e realista do que o atualmente praticado) e aplicando as 3 taxas de IVA de forma coerente. Ou melhor, até se podem criar mais patamares de IVA.

Almoçar num restaurante tradicional deveria ser mais barato do que ir a um fastfood. Outro exemplo, sendo o golfe um desporto caro, reconhecidamente de elites e que não é promotor de saúde (antes pelo contrário), porque é que voltaram atrás quando aplicaram o IVA máximo? Quem vai simplesmente ao ginásio passou a pagar 23% em vez de 6%, ninguém voltou atrás.

 

Proposta nº 4 – Promover e financiar o desporto. O desporto é claramente um “sistema preventivo” no que toca à saúde.

Observações: o tempo dedicado ao desporto escolar não é suficiente. Evidentemente, os pais também devem incentivar os filhos a andar a pé, de bicicleta ou a praticar algum desporto de forma equilibrada (mas com o preço que algumas atividades têm…). Construir e preservar ciclovias e espaços verdes de lazer, para desporto e outras atividades em família, etc..

Pior ainda, o dinheiro que foi gasto no âmbito do Euro 2004. Um evento que nunca ficou pago porque se construíram estádios inúteis, que só servem o futebol. Em Lisboa há 2 estádios vizinhos gigantes só porque os “homens do futebol” não se conseguiram entender para a construção de 1 só, partilhado. O Boavista está em que divisão? Quantos adeptos tem? Nem sei, mas também teve direito a estádio. Entre outros estádios que até são mais falados tipo o do Algarve. Enfim, futebol, o desporto rei que reina sem saber porquê.

A palavra desporto inclui basquete, futebol, voleibol, badmington, andebol, ténis, ping-pong, matraquilhos, boccia, natação, mergulho, diferentes tipos de tiro, de ginástica, de ciclismo e de remo, etc… o xadrez é uma modalidade olímpica, sabiam?

Há atletas que pagam para treinar… depois querem que os atletas ganhem medalhas nas competições internacionais!!!

 

Proposta nº 5 – Penalizar a discriminação e promover a inclusão social.

Observações: é urgente respeitar o outro e ensinar o que é o respeito às gerações seguintes. É urgente que as cidades sejam acessíveis a pé com passeios largos, rampas pouco inclinadas e sem carros em cima dos passeios; sejam acessíveis por transportes públicos preparados para cadeiras de rodas, carros de bebés, baby coques, bicicletas, etc…

É urgente perceber que, por exemplo, um cego ou um paraplégico são limitados pela sua condição mas conseguem fazer montes de coisas, ou seja, podem trabalhar.

Promover a inclusão social não é sinónimo de escancarar as portas do país a qualquer um que para cá queira vir, para viver de forma fácil. Receber bem sim, ser burro não.

 

Proposta nº 6 – Prevenir a imigração desmedida

Observações: O pior cego é aquele que não quer ver. Fartam-se de entrar pessoas em Portugal que em nada vêm ajudar, antes pelo contrário, vêm prejudicar. Ocupar lugares de trabalho (e não venham dizer que ninguém os quer porque não é verdade). Mas estes para mim nem são tão importantes, pelo menos trabalham! Importantes e dispensáveis são aqueles que vêm e ficam associados a distribuição de drogas e a prostituição (como se os que cá estão não chegassem), que vêm para cá viver de roubos, subsídios e sucatas. Peguem nesse dinheiro e aumentem as reformas mais baixas. O que ganha o país ao receber cada pessoa? Quando a resposta é “nada”, então porque os deixam entrar, legalizar-se, e ainda oferecer rendimentos de inclusão social?

 

Proposta nº 7 – Promover um futuro melhor e evitar que os jovens procurem a emigração

Observações: muitos procuram a emigração não por estarem mal mas por quererem estar melhor. A ideia de que todos podem ter uma casa própria e um ou vários carros é completamente surrealista. Já era tempo de reservarem lugares para as bicicletas e para as motas em vez de se promover a ideia de que aos 18 anos temos que tirar a carta de condução de veículos categoria B e comprar um carro logo que se possa. Os carros ocupam mais espaço, criam congestionamento, poluem muito mais e do preço nem se fala.

Jovens, ao comprarem uma casa a crédito provavelmente terão que fazer obras mesmo antes de a terem completamente paga. Um carro zero quilómetros perde cerca de 35% do seu valor comercial mal sai do stand. Que raio de investimento é este?

A falta de aposta na investigação científica leva à emigração, mesmo que temporária, da massa cinzenta portuguesa. Quantos e quantos portugueses rumam para onde os deixam evoluir e ainda lhes pagam melhor?

 

Proposta nº8 – Controlar o número de vagas de cada universidade e de cada curso superior de acordo com a previsão de necessidades futuras do país.

Observações: Nem todos podem ser médicos, professores, consultores, etc. Os marceneiros, eletricistas, picheleiros, varredores de ruas, agricultores, estilistas, etc, também são precisos. Pessoas com cursos técnicos também são necessárias… E quem não quer estudar mais do que o 9º ano também tem direito a trabalho…

Os serviços de picheleiro são caríssimos porque há pouca oferta e nem a ideia de ganhar bem é suficiente, porque as pessoas querem também o status. Palhaçada!

O controlo das vagas teria como principal objetivo não iludir os jovens (para um futuro que nunca terão) e controlar a taxa de desemprego. Simples não?

 

Proposta nº9 – Promover a agricultura, a pesca e outros

Observações: Os bens de consumo chegam caríssimos ao consumidor final para prejuízo de todos exceto do distribuidor. Ninguém pode trabalhar de graça. Todos temos que comer, beber e andar de elétrico. Não serve de nada dar subsídios quando as coisas correm mal. Para isso, cada um deve prevenir-se com seguros.

O controlo e regulação dos preços feito por cooperativas, por exemplo, previne o verdadeiro roubo que se faz aos produtores de leite, maçãs, etc.

O produto nacional deveria ser menos taxado e ter prioridade na hora da compra.

No passado foi distribuído dinheiro para que fossem construídas estufas. O problema é que as estufas em vez de protegerem plantações tinham mercedes guardados lá dentro, não fossem os carros apanhar uma constipação.

O chico esperto é o maior neste mundinho.

 

Proposta nº 10 – Taxar fortemente as drogas legais, nomeadamente as bebidas brancas e o tabaco.

Observações: A famosa cerveja pode ser um problema. Mas os shots de vodka e outras coisas do género podem ser mortais.

Apesar da proibição de venda de tabaco e de álcool a menores de idade, as ruas continuam cheias de jovens a fumar e a beber em plena luz do dia, sem nenhum responsável legal por perto. Parece que algumas leis não são para cumprir. Quem quer fumar regularmente sente o efeito dos impostos altos para mais tarde ter direito a cuidados de saúde, simples.

Se um maço de cigarros custar 15 ou 20€ não há grandes hipóteses. Pode-se comprar um de vez em quando, comprar sempre seria coisa de rico. Por outro lado, mais vale ter gasolina na mota ou no carro ou ir jantar com os amigos. Se um copinho de whisky custar 40€…

Portugal tem bons vinhos e boas cervejas. Motivem a sua exportação… Motivem o consumo dos produtos nacionais…

 

Proposta nº 11 – Deixar de tratar os profissionais de saúde ora como reis ora como escravos

Observações: Os profissionais de saúde têm responsabilidade acima da média por lidarem com vidas humanas. Por isso, devem ser bem pagos e não trabalhar muitas horas seguidas. Não devem também, como qualquer outra pessoa, ter contratos de trabalho precários. A eles deve ser dada todo o espaço e tempo para se concentrarem nas suas funções. Os profissionais de saúde mudam vidas e futuros…

Por outro lado, estamos fartos de alguns chicos-espertos que, por se acharem mais importantes que os outros, chegam atrasados todos os dias e ainda vão tomar o pequeno-almoço. Faltam sem avisar ninguém. Dormem durante as horas de serviço só porque estão a protestar por ter que “picar o ponto”. Ignoram as queixas dos doentes. Aproveitam-se dos internos para tirar umas folgas em vez de os supervisionarem e corrigirem. Enfim… pessoas sem vocação!

 

Proposta nº 12 – Auferir mensalmente nada que ultrapasse os 2000€, de acordo com as responsabilidades (cargos) e serviço efetivo.

Observações: Com 1500€ ou 2000€ acho que se consegue tirar a carta, ter carro próprio, pagar a gasolina do próprio bolso, comprar fatos e gravatas… resumindo, com estes valores por mês não se vive nada mal.

A verdade é que temos um salário mínimo que quase denigre a imagem de um trabalhador pelo fraco poder de compra que implica… senhores deputados, senhores ministros e senhores “outros amiguinhos e parceiros de tacho”, porque não experimentam baixar o vosso próprio salário para 500€, ou melhor, para 400€? Não chega para pagar as gravatas? Paciência…

Administrar uma empresa, como por exemplo a EDP, parece muito fácil para quem vive com 400€ mensais. Contudo, a mesma tarefa vista com outros olhos parece ser tãããão difícil…pois os senhores que lá trabalham são recompensados como verdadeiros escravos de fins de semana e horas noturnas. Presumo que nem têm tampo para a família…

 

Aqui têm uma dúzia de sugestões. Poderiam ser muitas mais… só não quero que os nossos seguidores passem o dia a ler em vez de trabalhar!

 

Caros senhores, em 2010 o INE estimou que o limiar de pobreza em Portugal estaria nos 421€ mensais. Agora é fazer contas ao novo salário mínimo. Em vez de salário mínimo chamem-lhe salário pobre! Além disso, não podemos esquecer a verdadeira escalada de preços dos bens de consumo nos últimos anos.

 

Caros leitores, desafio-vos a acrescentarem sugestões tanto ou mais interessantes do que as que deixo. Não é uma tarefa difícil… Boas ideias não devem faltar. Infelizmente não há quem as aplique. Aguardemos por um futuro mais risonho e promissor. E não deixem que a sorte vos conduza a vida.