Category: Política

Curiosidades

Bilderberg – 2014

Começou no Hotel Marriott de Copenhaga, na Dinamarca, uma nova edição das reuniões mais exclusivas e secretas. O grupo Bilderberg faz a sua reunião anual tendo na agenda questões como a crise na Ucrânia, o clima anti União Europeia que é transversal um pouco por toda a Europa e um novo acordo comercial transatlântico. Já aqui falámos neste tipo de eventos, mas nunca é de mais voltar ao tema da teoria da conspiração. Coincidência ou não, o partido dinamarquês de extrema-direita conseguiu um grande resultado nas últimas eleições europeias, tendo mesmo duplicado o número de deputados que tinha até agora.

O grupo Bilderberg nega quaisquer ilicitudes e secretismo sobre a sua atividade, mas a verdade é que cria um verdadeiro cenário de filme. Segurança apertada, atiradores em telhados de edifícios, veículos com vidros escurecidos…

Na conferência deste ano estão presentes 140 participantes de 22 países, entre os quais Francisco Pinto Balsemão, responsável pelos convites aos portugueses, o Ministro da Saúde e uma deputada do Parlamento português, assinalados a negro na lista que se segue.

Lista de Convidados da Reunião de 2014

Presidente

FRA, Henri de Castries, Presidente e CEO do Grupo AXA

 

ALE, Paul M. Achleitner, Presidente do Conselho Fiscal do Deutsche Bank AG

ALE, Josef Ackermann, Ex-CEO do Banco Alemão AG

GBR, Marcus Agius, Presidente não-executivo  do PA Consulting Group

FIN, Matti Alahuhta, membro do Conselho KONE, Presidente da Fundação da Universidade Aalto

GBR, Helen Alexander, Presidente da UBM plc

EUA, Keith B. Alexander,  Ex-comandante, Comandante cibernético dos EUA; Ex-Diretor da NSA

EUA,  Roger C. Altman, Presidente executivo da Evercore

FIN,  Matti Apunen, Diretor finlandês da Business and Policy Forum EVA

ALE, Jörg Asmussen, Secretário de Estado do Trabalho e dos Assuntos Sociais

HUN, Gordon Bajnai, ex-Primeiro-Ministro e Líder do Grupo Together 2014

GBR, Edward M. Balls, Chanceler do Tesouro

POR, Francisco Pinto Balsemão, Presidente da Impresa SGPS

FRA, François Baroin, Membro do Parlamento (UMP) e Prefeito de Troyes

FRA, Nicolas Partner Baverez, sócio da Gibson, Dunn & Crutcher LLP

EUA, Nicolas Berggruen, Presidente do Instituto Berggruen sobre Governança

ITA, Franco Bernabè, Presidente do FB Group SRL

DIN, Flemming Besenbacher, Presidente do Grupo Carlsberg

HOL, Ben van Beurden, CEO da Royal Dutch Shell plc

SUE, Carl Bildt, Ministro dos Negócios Estrangeiros

NOR, Svein Richard Brandtzæg, presidente e CEO da Norsk Hydro ASA

INT, Philip M. Breedlove, Comandante Supremo Aliado da Europa

AUS, Oscar Bronner, chefe da Verlagsgesellschaft mbH

SUE, Håkan Buskhe, Presidente e CEO da Saab AB

TUR, Cengiz Candar, Colunista Sénior da Al Monitorar e Radikal

ESP, Juan Luis Cebrián, Presidente Executivo do Grupo PRISA

FRA, Pierre-André de Chalendar, Presidente e CEO da Saint-Gobain

CAN, W. Edmund Clark, Presidente e CEO do Bank Group TD

INT, Benoît Coeuré, Membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu

IRL, Simon Coveney, Ministro da Agricultura da Alimentação e da Marinha

GBR, Cowper-Coles, Conselheiro Sénior da Sherard do Grupo Presidente CEO do grupo HSBC Holdings plc

BEL, Etienne Davignon, Ministro de Estado

EUA, Thomas E. Donilon, sócio Sénior da O’Melveny and Myers e ex-conselheiro da Segurança Nacional dos EUA

ALE, Mathias Döpfner, CEO da Axel Springer SE

GBR, Robert Dudley Chefe do Grupo Executivo do BP plc

FIN, Henrik Ehrnrooth, Presidente da Caverion Corporation, Otava e Pöyry PLC

ITA, John Elkann, Presidente da Fiat SpA

ALE, Thomas Enders, CEO do Grupo Airbus

DIN,  Ulrik Federspiel, Vice-Presidente Executivo da Haldor Topsoe SA

EUA, Martin S. Feldstein, Professor de Economia da Universidade de Harvard e Presidente Emérito da NBER

CAN, Brian Ferguson, Presidente e CEO da Cenovus Energy Inc.

GBR, Douglas J. Flint, Presidente do Grupo HSBC Holdings plc

ESP, José Manuel García-Margallo, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação

EUA, Michael Gfoeller, Consultor independente

TUR, Nilüfer Göle, Professor de Sociologia da École des Hautes Études en Sciences Sociales

EUA, Evan G. Greenberg, Presidente e CEO do grupo ACE

GBR, Justine Greening, Secretária de Estado para o Desenvolvimento Internacional

HOL, Victor Halberstadt, Professor de Economia da Universidade de Leiden

EUA, Susan Hockfield Presidente Emérita do Instituto de Tecnologia de Massachusetts

NOR, Leif O. Høegh Presidente do Höegh Autoliners AS

NOR, Westye Høegh Conselheiro Sénior do Höegh Autoliners AS

EUA, Reid Hoffman, Co-Fundador e Presidente Executivo do LinkedIn

CHI, Yiping Huang, Professor de Economia da Escola Nacional de Desenvolvimento e da Universidade de Pequim

EUA, Shirley Ann Jackson, Presidente do Rensselaer Polytechnic Institute

EUA, Kenneth M. Jacobs, Presidente e CEO da Lazard

EUA, James A. Johnson, Presidente da Johnson Capital Partners

EUA, Alex Karp, CEO da Palantir Technologies

EUA, Bruce J. Katz, Vice-presidente e Co-Diretor do Programa de Política Metropolitana da The Brookings Institution

CAN, Jason T. Kenney, Ministro do Trabalho e Desenvolvimento Social

GBR, John Kerr, Vice-presidente da Scottish Power

EUA, Henry A. Kissinger, Presidente da Kissinger Associates, Inc.

EUA, Klaus Kleinfeld, Presidente e CEO da Alcoa

TUR, Mustafa Koç, Presidente da Koç Holding AS

DIN, Steffen Kragh, Presidente e CEO da Egmont

EUA, Henry R. Kravis, Co-Presidente e Co-CEO da Kohlberg Kravis Roberts & Co.

EUA, Marie-Josée Kravis, Membro Sénior e Vice-presidente do Instituto Hudson

SUI, André Kudelski, Presidente e CEO do Grupo Kudelski

INT, Christine Lagarde, Diretora do Fundo Monetário Internacional

BEL, Thomas Leysen, Presidente do Conselho de Administração do Grupo KBC

EUA, Cheng Li, Diretor da John L. Thornton China Center e The Brookings Institution

SUE, Tove Lifvendahl, Editora-chefe de Política da Svenska Dagbladet

CHI, He Liu, Ministro do Gabinete do Central Leading Group de Assuntos Econômicos e Financeiros

POR, Paulo Macedo, Ministro da Saúde

FRA, Emmanuel Macron, secretário-geral adjunto da presidência

ITA, Monica Maggioni, Editora chefe da Rainews24, RAI TV

GBR, Peter Mandelson, Presidente da Global Counsel LLP

EUA, Andrew McAfee, principal cientista pesquisaador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts

POR, Inês de Medeiros, Deputada do Parlamento e membro do Partido Socialista

GBR, John Micklethwait, Editor-chefe do The Economist

GRE, Alexandra Mitsotaki, Presidente da ActionAid Hellas

ITA, Mario Monti, senador vitalício e presidente da Universidade Bocconi

EUA, Craig J. Mundie, Conselheiro Sénior do CEO da Microsoft Corporation

CAN, Heather Munroe-Blum, Professora de Medicina e Diretora (Presidente) Emérita da Universidade de McGill

EUA, Charles Murray, AWH Brady Scholar,  Instituto American Enterprise de Pesquisa de políticas Públicas

HOL, Princesa Beatriz da Holanda

ESP, Juan María Nin Génova,Vice-presidente e CEO da CaixaBank

FRA, Natalie Nougayrède, Diretora e Editora Executiva da Le Monde

DIN, Søren-Peter Olesen, Professor e Membro do Conselho de Administração da Fundação Carlsberg

FIN, Jorma Ollila, Presidente da Royal Dutch Shell plc e Presidente da Outokumpu Plc

TUR, Umut Oran, Vice-Presidente do Partido Republicano do Povo (CHP)

GBR, George Osborne, Chanceler do Tesouro

FRA, Fleur Pellerin, secretária de Estado para o Comércio Exterior

EUA, Richard N. Perle, membro residente do American Enterprise Institute

EUA, David H. Petraeus, Presidente do KKR Global Institute

CAN, Stephen S. Poloz, Diretor do Banco do Canadá

INT, Anders Fogh Rasmussen, Secretário-geral da NATO

DIN, Jørgen Huno Rasmussen, Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Lundbeck

INT, Viviane Reding, Vice-presidente e Comissária para a Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania da Comissão Europeia

EUA, Kasim Reed, Mayor de Atlanta

CAN, Heather M. Reisman, Presidente e CEO da Indigo Books & Music Inc.

NOR, Eivind Reiten, Presidente, Klaveness Marine Holding AS

ALE, Norbert Röttgen, Presidente da Comissão dos Assuntos Externos, da German Bundestag

EUA, Robert E. Rubin, Co-Presidente do Conselho de Relações Exteriores; Ex-secretário do Tesouro

EUA, Eugene Rumer, Associado Sénior e Diretor do Russia and Eurasia Program, Carnegie Endowment for International Peace

NOR, Christian Rynning-Tønnesen, Presidente e CEO da Statkraft AS

HOL, Diederik M.Samsom, Líder Parlamentar PvdA (Partido Trabalhista)

GBR, John Sawers, Chefe do Serviço Secreto de Inteligência

HOL, Paul J. Scheffer, Autor e Professor de Estudos Europeus da Universidade Tilburg

HOL, Edith Schippers, Ministra da Saúde, Bem-Estar e Desporto

EUA, Eric E. Schmidt, Presidente executivo do Google Inc.

AUS, Rudolf Scholten, CEO da Oesterreichische Kontrollbank AG

EUA, Clara Shih, CEO e fundadora da Hearsay Social

FIN, Risto K. Siilasmaa, Presidente do Conselho de Administração e CEO interino da Nokia Corporation

ESP, Rainha da Espanha

EUA, Michael Spence, Professor de Economia da Universidade de Nova York

FIN, Kari Stadigh, Presidente e CEO da Sampo plc

EUA, Lawrence Summers, Professor da Universidade H. Charles W. Eliot e Universidade de Harvard

IRL, Peter D. Sutherland, Presidente da Goldman Sachs International e Representante Especial da ONU para as Migrações

SUE, Carl-Henric Svanberg, Presidente da Volvo AB e BP plc

TUR , A. Ümit Taftalı, Membro do Conselho da Suna e Inan Kiraç Foundation

EUA Peter A. Thiel, Presidente da Thiel Capital

DIN Henrik Topsoe, Presidente da Haldor Topsoe SA

GRE Loukas Tsoukalis, Presidente, Fundação Hellenic for European and Foreign Policy

NOR Jens Ulltveit-Moe, Fundador e CEO da Umoe SA

INT Ahmet Üzümcü, Diretor-Geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas

SUI Daniel L.Vasella, Presidente Honorário da Novartis Internacional

FIN Björn Wahlroos, Presidente da Sampo plc

SUE Jacob Wallenberg, Presidente e Investor da AB

SUE, Marcus Wallenberg, Presidente do Conselho de Administração da Skandinaviska Enskilda Banken AB

EUA Kevin M. Warsh,  Distinguished Visiting Fellow e Professor da Universidade Stanford

GBR Martin H. Wolf, comentarista-chefe de economia do The Financial Times

EUA James D. Wolfensohn, Presidente e CEO da Wolfensohn & Company

HOL Gerrit Zalm, Presidente do Conselho de Administração da ABN-AMRO Bank NV

GRE George Zanias, Presidente do Conselho do Banco Nacional da Grécia

EUA Robert B. Zoellick, Presidente do Conselho de Assessores Internacionais do The Goldman Sachs Group

 

Aqui fica o registo da participação lusa:

Agora é só aguardar e ver os que estes senhores decidem fazer com as nossas vidas.

Curiosidades

O Sonho Faz Hoje 50 Anos

Faz hoje 50 anos que foi proferido o famoso discurso de Martin Luther King Jr. I have a dream.

Eu tenho um sonho tornou-se numa das frases mais célebres e pertence a um dos grandes discursos da história recente que mudaram o mundo. O curioso é que esta frase não estava sequer prevista no discurso escrito para aquele dia 28 de agosto de 1963. A famosa frase foi acrescentada num momento de puro improviso, talvez devido ao fervor do instante. Os manifestantes dos direitos cívicos reunidos no Lincoln Memorial, em Washington, estavam a participar num momento de viragem histórica.

O discurso completo tem cerca de 17 minutos, mas o excerto abaixo é mais do que suficiente para perceber a importância da ocasião. É momentos destes que mudam o mundo e fazem dele um lugar melhor.

Para explorar um pouco mais esta temática poderão ir até aqui, mas se preferirem apreciar o discurso deixem-se ficar…

 

Curiosidades

Os Piores Ditadores da Era Moderna – Parte III

Aqui fica finalmente a terceira e última parte desta breve reflexão sobre alguns dos piores elementos da História que chegaram ao poder e conseguiram um lugar na história dos seus países ou mesmo da humanidade pelos piores motivos. Se já não se lembram bem do que foi dito, as outras duas partes estão aqui e aqui!

Começando esta última etapa da viagem pela Ásia, não podemos deixar de falar em Kim Il-Sung, o líder da Coreia do Norte desde a fundação do país em 1948 até à data da sua morte em 1994. Estabeleceu o culto da personalidade e o Juche, ou seja, a auto-suficiência, pelo que o seu regime acabou quase completamente com as viagens e trocas culturais entre a Coreia do Norte e o Ocidente.

Kim Il-sung

De acordo com a constituição do país é o Presidente Eterno da Coreia do Norte, sendo feriado as datas do seu nascimento e morte. Estas efemérides foram criadas pelo seu filho Kim Jong-II que o sucedeu no poder da Coreia do Norte até 2011. Este tornou o que era mau em algo pior e construiu um dos regimes mais opressores da atualidade e muito possivelmente da História. A figura do Estimado Líder está omnipresente e usou a sua força para manter a população sob um rígido controlo debaixo das exigências do partido comunista. Parece o decalque das ideias centrais do livro Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, de George Orwell, mas é a pura e triste realidade.

Kim Jong-II

O pior é que este filme de horror não terminou com a morte do seu protagonista! Após a morte de Kim Jong-II sucedeu-lhe um dos filhos, Kim Jong-un, numa espécie de monarquia, mas em comunista. O puto é o orgulho da família!

Kim Jong-un

Das várias aberrações do regime e da eterna guerra com a Coreia do Sul não podemos deixar de lembrar a lista dos cortes de cabelo permitidos, a qual foi tornada pública recentemente, aplicando-se tanto a homens…

coreia2

…como a senhoras.

North Korean hairstyles in a salon

Uma dezena de modelos para homens e 18 para senhoras, para não terem do que se queixar. Uns e outros sempre nos píncaros das novas tendências em termos de moda. Se repararem, o penteado do líder não respeita esta nova imposição. Há sempre exceções, olha para o que eu digo e não olhes para o que eu faço! De acrescentar ainda que aos norte-coreanos que tentem fugir do país ou usem telemóveis é-lhes sentenciada a pena de morte. Há dúvidas?

Muito recentemente, em 2010, a Primavera Árabe trouxe ventos de forte mudança em muitos regimes totalitários. O primeiro a sentir essa brisa foi Zine El Abidine Ben Ali, líder da Tunísia, se bem se lembram. Após um estudante em protesto se ter imolado pelo fogo o que parecia mais uma morte revelou ser uma brisa, a qual ganhou força transformando-se num vento colossal, depois cresceu e apareceu um tufão enorme que soprou por todo o Norte de África e foi mais além e ao que parece ainda não parou…

zine-el-abidine-ben-ali-tunisie

Estes ventos chegaram não muito tempo depois à Líbia, apesar da forte resistência de Muammar Kadafi. Este é igualmente um desses casos em que a força do povo se sobrepôs à força de um regime bem sedimentado. Quarenta anos de regime não foram suficientes para travar os militantes da oposição que lutaram para libertar o país de um regime autoritário capaz das maiores atrocidades contra o seu próprio povo. Este é, com efeito, um traço muito comum. Teve um triste e merecido fim, morto às mãos do povo de forma vil e inglória. Morreu, talvez, como sempre viveu!

Muammar Kadafi

Outro abominável regime é o do presidente da Síria, Bashar al-Assad. Este dirigente ocupa o cargo desde 2000, altura em que prometeu uma maior abertura política, porém não foi o que aconteceu. Apesar da violência extrema como forma de repressão, a população revoltou-se e veio para a rua em diversos protestos que começaram por alturas da Primavera Árabe e ainda não tiveram fim. Os opositores deste regime são igualmente oprimidos com violência pelo governo e o último balanço divulgado pela ONU contabiliza mais de 2,2 mil mortos pelas forças militares de Bashar al-Assad. Uma barbaridade à vista de todos que parece não ter fim à vista. O que não falta são atropelos da pior espécie e a comunidade internacional faz de conta que o que se passa não é assim tão grave. Há suspeitas cada vez mais evidentes do uso de armas químicas, mas é como se nada fosse. Por muito menos já se invadiram países!

Bashar al-Assad

Outro líder que abanou com os ventos da Primavera Árabe foi Hosni Mubarak, antigo presidente do Egipto. Pelo que se diz, este ex-Presidente possui 70 mil milhões de dólares (48 mil milhões de euros) para gastar durante a sua reforma. A ser verdade, é de longe o ditador mais rico do mundo com uma grande vantagem sobre os demais. Só para termos noção, Bill Gates tem uma fortuna avaliada em 53 mil milhões de dólares (cerca de 36 mil milhões de euros). Ainda dizem que o crime não compensa…

Merkel Meets With Egyptian President Mubarak

 

Do que fica dito torna possível traçar alguns perfis e não deixa de ser curioso que ao longo da História sempre tenha havido sujeitos que devido às suas posições se deixaram cegar pelo poder que o Poder lhes deu. Alguns deles chegaram ao poder de forma notável e perfeitamente legítima, ascenderam ao cargo de dirigente máximo de um Estado ou nação através de meios legais e, uma vez no poder, gradualmente dissolveram as restrições constitucionais que tal lei lhes estabelecia.

Facto é que indivíduos muito diferentes são descritos como ditadores. Alguns começaram como ministros de governos legalmente estabelecidos, como foi o caso de António Oliveira Salazar, outros entraram logo como ditadores, como Manuel Noriega, ou estratocratas, como Francisco Franco, ou mesmo até comunistas como Fidel Castro.

Há alguns traços comuns a muitos deles. O que se nota com mais facilidade é a brutalidade e opressão com que governam, sendo comum aos ditadores perseguirem seus oponentes ou dissidentes do regime. Outro traço recorrente é a megalomania, já que muitos ditadores instituem um culto à personalidade e se autoconcedem títulos grandiloquentes.

Outro facto curioso é que a associação entre ditadores e militares também é muito comum. Muitos ditadores acham uma certa graça apresentar-se em público com o seu fardamento militar, mesmo que nunca tenham tido uma carreira militar. Será que é para mostrar ao mundo que seu poder foi instituído pela força das armas?

Muitos outros caberiam aqui, mesmo alguns nomes discutíveis como Alberto João Jardim, o major Valentim Loureiro, Pinto da Costa, ou ainda qualquer outra pessoa agarrada a um lugar de poder, sobretudo nas instituições públicas que a tal lei de limitação de mandatos parece não conseguir despegar. Até se pode dizer mais: no limite, vivemos a ditadura perfeita onde pensamos e agimos livremente dando-nos a sensação de que podemos escolher. A prova? A ditadura actual imposta pela escolha ininterrupta entre dois partidos. É preferível pensar que a escolha é nossa, certo?

Lembro apenas que em meados do mês de maio deste ano o mundo acordou um pouquinho melhor com a notícia da morte de Jorge Rafael Videla, antigo ditador argentino. Sempre que a morte nos liberta destes seres há mais um raio de esperança a despontar. Tal como aos outros, que a terra lhe seja igualmente pesada.

Aos que já foram e aos que estão por ir só posso lembrar a citação latina: Sic semper tyrannis.

Bitaites e instigações

Bilderberg

Confesso que há cerca de um mês estive mesmo para vos trazer a este espaço uma breve exposição sobre o grupo Bilderberg. Não é nenhum grupo de baile ou rockeiro, mas dá-nos música para dançarmos sem que disso tenhamos noção. Estive até para antecipar o que está a acontecer em termos políticos, ou seja, a queda do Governo, mas pareceu-me demasiado pretensioso e, além do mais, não pretendia ser o arauto da desgraça. Dadas as circunstâncias creio que merecem esta modesta reflexão.

O Grupo Bilderberg

A convicção de muitos é que o grupo Bilderberg governa o mundo mediante a sua enorme influência quanto ao rumo da economia. Mais, pretende instalar um Governo a nível mundial, a denominada Nova Ordem Mundial. Para isso influi, ainda que indiretamente, nos diferentes Governos e nas empresas ou grupos económicos mais importantes ao ponto de condicionar a evolução de preços e mesmo as transações. É tudo feito por debaixo da mesa, em jogadas de bastidor, ora pois. Por outro lado, há quem defenda que se trata apenas de um grupo de reflexão, uma associação de elites cujo propósito não é senão discutir os males do mundo.

As dúvidas persistem há 59 anos – data da primeira reunião – até porque este grupo não existe formalmente, nem tão-pouco tem organigrama oficial. As reuniões são sempre à porta fechada não sendo publicadas nem promovidas. Se antes era fácil passar despercebido aos media, nos dias de hoje essa tarefa tem sido bem mais difícil. Nestes encontros estão presentes as pessoas mais poderosas e influentes (ou os seus representantes) da Europa, Estados Unidos e Canadá. No entanto há excepções concedidas a alguns russos, japoneses e chineses, sobretudo após a década de 70.

Ele é banqueiros, milionários, donos das maiores companhias petrolíferas, magnatas da comunicação social, membros de certas casas reais, presidentes de multinacionais (especialmente da indústria automóvel) e políticos, sejam presidentes, primeiros-ministros, ex-governantes ou até alguns funcionários europeus. É como se costuma dizer: la crème de la crème.

Dei com este grupo há pelo menos dois anos e claro que me intrigou bastante. Andei a ler umas coisas, mas fiquei à espera que não fossem mais do que meras teorias da conspiração. Provavelmente não passam disso mesmo, mas as coisas vão acontecendo, quando mais não seja por coincidência. Acontece que há menos de um mês este grupo se reuniu discretamente como sempre. Coincidência ou não apenas a SIC apresentou a notícia, pelo que julgo saber. Isto até se percebe se atentarmos num dos membros da cúpula dirigente da organização: Francisco Pinto Balsemão, com presença desde 1981 de forma ininterrupta. Foi ele quem organizou num hotel de luxo no concelho de Sintra, em 1999, o único encontro realizado em Portugal e é ele quem está encarregado de escolher e convidar todos os anos os participantes portugueses. Outro facto curioso é que este membro este ano convidou dois políticos portugueses: António José Seguro e Paulo Portas. O primeiro, a semana passada, fez passar algumas medidas no parlamento com a ajuda do segundo. O segundo manda por estes dias o Governo ao chão e muito possivelmente fará parte do próximo Governo com o primeiro. Coincidência? Talvez! Há ainda a registar a presença do cherne, ou seja, Durão Barroso, mas do que se lá falou não há conhecimento.

mgangelo

Outras Sociedades Secretas

Há uma série de outras sociedades secretas, algumas com características diferentes do grupo Bilderberg. De qualquer modo a essência é muito semelhante. Para os mais curiosos aqui fica o apanhado de algumas delas:

Skull and Bones – esta sociedade foi fundada em 1832 na Universidade de Yale. Os encontros são feitos num edifício conhecido como o túmulo. No mínimo sugestivo!

Franco-maçonaria ou Maçonaria – fundada em 1717 é facilmente identificada graças aos seus símbolos relativos à arquitetura, nomeadamente o compasso e o esquadro.

Rosa-cruz – a sua fundação no século XVII ficou a dever-se a um grupo de protestantes. Teve uma enorme influência na maçonaria e foi muito importante durante o Iluminismo.

Ordo Templis Orientis – esta ordem foi criada pelo inglês Aleister Crowley e baseia-se na Thelema, algo entre uma filosofia e uma religião. Envolve rituais muitíssimo estilizados, como por exemplo padres virgens.

Ordem Hermética da Aurora Dourada – baseia-se essencialmente nos textos sagrados conhecidos como Documentos Sagrados, os quais foram traduzidos para o inglês de uma forma algo misteriosa.

Templários – as origens desta Ordem Militar de Cavalaria são antiquíssimas. Ao que parece, esta Ordem está na origem do Convento de Cristo, em Tomar.

Illuminati – fundada em 1776, esta Ordem é conhecida por acolher muitos intelectuais. O seu símbolo, um olho no topo de uma pirâmide, aparece na nota de dólar e, para muitos, será responsável pela tal Nova Ordem Mundial.

Opus Dei – o padre católico Josemaría Escrivá fundou esta organização em 1928 que se pauta pela crença e prática rígidas das tradições da Igreja.

Qualquer uma destas histórias dava para o enredo de um romance de Dan Brown. De facto, algumas delas até deram e claro está que cada um acredita no que quer. Uma coisa é certa, como dizem dos galegos, Eu non creo nas meigas, mais habelas, hainas.

Curiosidades

Os Piores Ditadores da Era Moderna – Parte II

A presente jornada sobre alguns dos piores facínoras da era moderna começou aqui. Vamos então continuar a (re)descobrir outros tantos.

O homem dos sete ofícios perto deste sujeito era um desocupado! Este camarada foi Secretário-geral, primeiro-ministro, ministro dos Negócios Estrangeiros, ministro da Defesa, Comandante em chefe das Forças Armadas… Falamos dos títulos que o ditador da Albânia, Enver Halil Hoxha, deu a si mesmo. Proibiu a barba, máquinas de escrever e televisões a cores. Hoxha construiu 750 mil bunkers (pequenas casas fechadas e fortificadas) num país com três milhões de pessoas por temer uma invasão da então Jugoslávia. Cada bunker era grande o suficiente para manter uma pessoa. Hoxha tinha uma forte admiração por Estaline e claro está que partilhava o gosto pelo desrespeito dos direitos humanos, fosse através da tortura ou da pena de morte, entre outras práticas. O facto é que nem tudo foi mau, já que o seu nacionalismo permitiu respeitar o folclore e a arqueologia, pois eram os indicadores da nação, assim o Partido mostrava respeito pela identidade nacional sendo ouvido por todos. Houve inclusivamente um aumento dos estudos e línguas dos Balcãs.

enverhoxhaplacongress

Gnassingbe Eyadema não possuía tantas ocupações, mas tinha igualmente os seus encantos. Chegou ao poder do Togo após um golpe de Estado violento e conseguiu manter-se à frente do país mesmo depois da instabilidade política dos anos 90. Venceu sem problemas três eleições ao que parece livres, mas muito criticadas pela comunidade internacional. Foi o presidente da Organização de Unidade Africana e em 2002 serviu de mediador nos conflitos da Costa do Marfim. Em Fevereiro de 2005 morre de ataque cardíaco, sendo sucedido pelo filho Faure Eyadéma, ora pois.

Gnassingbe_Eyadema

Ferdinand Marcos foi ditador das Filipinas e durante o seu governo realizou algumas reformas económicas e sociais. Elaborou igualmente uma nova Constituição que atribuía mais poderes à Presidência. A forte oposição foi facilmente resolvida com a prisão dos líderes opositores e a instauração da lei marcial. A sua mulher, Imelda Marcos, tinha entre 2,7 e 3 mil pares de sapatos, mas não os pagou com o seu próprio dinheiro nem sequer com o do marido. Era mais simples roubar o país, como sempre.

Ferdinand_Marcos

O regime de Nicolae Ceauşescu segue o trilho estalinista, havendo um enorme controlo sobre a liberdade de expressão e sobre os meios de comunicação social, não sendo tolerada qualquer tipo de oposição. As suas políticas levaram o povo romeno à maior das misérias, instituindo igualmente o culto da personalidade e chega mesmo a possuir um ceptro, em alusão à sua figura real. Vários elementos da sua família exerceram cargos políticos de peso, como é o caso da sua esposa, Elena Petrescu, e dos seus irmãos. Teve ainda tempo de construir o Palácio do Parlamento, em Bucareste, (Casa do Povo, na altura), edifício onde se situa actualmente o parlamento e que constitui o segundo maior edifício do mundo, a seguir ao Pentágono. O Natal de 1989 foi mais feliz, pois Ceauşescu e a sua mulher são condenados à morte por vários crimes, incluindo genocídio, e executados.

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Hadji Mohamed Suharto foi Presidente da Indonésia entre 1967 e 1998 e nestes cerce de 30 anos construiu um governo forte e centralista, afastando os dissidentes políticos e os separatismos regionais. Conseguiu um substancial crescimento económico do país, mas a crise financeira asiática do final dos anos 90 estragou este esforço, o que acabou por ditar a sua queda. A prosperidade económica do país permitiu que enriquecesse pessoalmente, muito por culpa de um pequeno círculo de privilegiados através da implementação de monopólios estatais, subsídios e outros esquemas menos lícitos. De acordo com a Transparecy International, cujo principal objectivo é a luta contra a corrupção, Suharto foi um dos líderes mais corruptos do mundo. Uma investigação da revista Time revelou que Suharto transferiu nove mil milhões de dólares (seis mil milhões de euros) da Suíça para uma conta na Áustria, dias antes de se demitir.

A queda do regime totalitário português permitiu que Suharto invadisse Timor sobretudo com o intuito de por a mão no petróleo do Mar de Timor. Estima-se que 200 mil timorenses tenham morrido, ou seja, cerca de um terço da população total.

Hadji Mohamed Suharto

Saddam Hussein esteve no poder entre 1979 e 2003, altura em que foi capturado e levado a julgamento por muitas das atrocidades que foi cometendo ao longo dos anos, não só contra o povo curdo, mas também contra todas as etnias não sunitas. Colocou em prática o culto da personalidade e o seu rosto estava por toda parte no Iraque: escritórios, escolas, aeroportos, lojas e na própria moeda iraquiana. A Guerra do Iraque, partes I e II, deram-lhe enorme visibilidade no Ocidente e depois da sua captura, julgamento e condenação o mundo ficou bem melhor, ainda que a forma como todo este processo se desenrolou seja imensamente discutível.

Saddam Hussein

Omar al-Bashir dita as regras no Sudão desde 1989. Assim que assumiu o poder dissolveu o parlamento, censurou a imprensa e extinguiu todos os partidos políticos, como qualquer ditador que se preze. Em 2003 al-Bashir começou uma campanha de perseguição étnica e religiosa nesse país africano e matou mais de 180 mil pessoas. Apesar de ter um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional, sendo acusado de genocídio, o líder do Sudão continua em liberdade e está tranquilamente no poder após ter vencido as eleições presidenciais de 2010. É como diz o outro: Limpinho!

Omar al-Bashir

Robert Mugabe é outro péssimo exemplo para a humanidade. O atual presidente do Zimbábue comanda o país desde dezembro de 1987, apesar de já estar no poder desde 1980, quando se tornou primeiro-ministro. Em junho de 2008 venceu as eleições presidenciais pela sexta vez consecutiva e o seu governo é considerado um dos mais corruptos de todo o continente africano, coisa que não é fácil de se aferir. Os seus opositores são violentamente apresentados às forças armadas governamentais que por norma os intimidam sem dó nem piedade. Mugabe é suspeito de estar envolvido diretamente no comércio ilegal de diamantes não só no seu país, mas por todo o continente africano.

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Teodoro Obiang é actualmente o Presidente da Guiné Equatorial e foi eleito pela revista Forbes o oitavo governante mais rico do mundo, apesar de o seu país ser considerado um dos mais pobres do mundo. Teodorin Obiang, o seu filho, afirmou que comprou um iate que custou 380 milhões de dólares (263 milhões de euros). O dinheiro despendido para este brinquedo é quase três vezes superior ao que a Guiné Equatorial gasta na saúde e educação da sua população todos os anos. É tudo uma questão de prioridades! Nada de grave para quem tem um papá com uma fortuna avaliada em 600 milhões de dólares (416 milhões de euros). Ao que parece, Obiang controla as receitas do petróleo, sem que isso se reflicta positivamente na população, onde 70% vive apenas com dois dólares por dia (1,40 euros). Está oficialmente no poder desde 1979 e chegou a ser considerado o pior ditador de África, título este com muitos concorrentes e bastante cobiçado.

Teodoro Obiang

O cavalheiro que se segue tem passado entre as pingas da chuva. O que é facto é que ninguém fala dele, apesar de José Eduardo dos Santos estar há 33 anos no poder, sendo o segundo chefe de Estado mais antigo do continente africano, logo após Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, da Guiné Equatorial. Graças a uma revisão constitucional pretende permanecer no poder até 2022, pelo menos. Não é tão extravagante como outros ditadores africanos, pelo que passa despercebido. A sua família e aliados políticos controlam um sem número de negócios corruptos. Segundo o diretor da Open Society Initiative da África do Sul, José Eduardo dos Santos passou a controlar vários “inimigos pessoais – generais, polícias, políticos – oferecendo-lhes diamantes, empresas e riqueza”. Ainda de acordo com as suas palavras, o Presidente angolano “criou um sistema de sucção de sangue, no qual ele é a veia principal. Eles não podem deixá-lo ir. Uma sanguessuga não pode sobreviver se a veia principal não estiver lá”. Uma coisa é certa: há imensos atropelos aos direitos dos angolanos e uma corrupção galopante que parece um poço sem fundo, mas como o país tem muitos recursos todos se vergam a esse peso. Até dá para esquecer as várias irregularidades no último processo eleitoral (2012), nomeadamente o registo de eleitores fora dos prazos estipulados e a falta de transparência no que respeita às assembleias de voto. Agora só falta mesmo, em termos políticos, passar o testemunho a um familiar.

Chancellor Merkel in Angola

Mudando de continente há que mencionar obrigatoriamente Fidel Castro, o carismático revolucionário cubano. Nunca foi eleito através de eleições diretas, mas pelo sim pelo não nunca permitiu a criação de partidos de oposição, nem mesmo liberdade de imprensa. Durante o período do seu regime Cuba foi considerada um dos países com menor liberdade de imprensa em todo o mundo. O seu governo foi bastante criticado pela comunidade internacional por violações aos direitos humanos, mas há que dizer que foi durante esse mesmo governo que Cuba alcançou altos índices de desenvolvimento humano e social, chegando mesmo a dar diversos exemplos de solidariedade humanitária de que são exemplos o tratamento gratuito de mais de 124 mil vítimas do acidente nuclear de Chernobyl, a participação direta na luta pelo fim do Apartheid na África do Sul, ou o treino de médicos de Timor Leste, entre outros. Cuba tinha a menor taxa de mortalidade infantil das Américas e empenhou-se igualmente na erradicação do analfabetismo e da desnutrição infantil. Claro que tratou de fazer um pequeno pé-de-meia, cerca de 900 milhões de dólares (624 milhões de euros), de acondo com a Forbes. A sua fortuna é calculada tendo em conta que Fidel é o beneficiário de todas as empresas estatais, pelo menos até ter entregado o cargo de Presidente ao seu irmão: Raúl Castro. Mais uma razão para não se perceber o porquê de andar há mais de 30 anos sempre com a mesma roupa!

fidel-castro

Hugo Chávez, no poder desde 1999, foi reeleito a 7 de Outubro de 2012 para um terceiro mandato, mas por razões de saúde não tomou posse, como prevê a Constituição, no dia 10 de Janeiro de 2013 e já não era visto desde 10 de Dezembro de 2012. Ficou conhecido pelas suas críticas aos EUA e chegou a chamar George W. Bush de “diabo”. Como quem diz o que quer ouve o que não quer teve de engolir o famoso ¿Por qué no te callas? Para ele os americanos são os culpados dos males do mundo, nomeadamente o terremoto no Haiti, assim como o cancro que o devorou. O aprendiz de feiticeiro que é agora Presidente parece um Chávez de bigode. Vamos ver no que dá.

Hugo Chávez

Ainda há seguramente muitos mais malfeitores que merecem estar aqui, mas esta conversa já vai longa e o melhor mesmo é parar um pouquinho, respirar e aguardar pelo próximo capítulo. Até lá!